sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A Mudança Necessária

Na situação em que nos encontramos, sabemos que o nosso destino não depende só de nós. Mas depende de nós recuperar as condições de liberdade e de soberania que perdemos. Nestas eleições autárquicas vamos assistir a uma espécie de revolução no poder local - mais de metade dos presidentes de câmaras vão deixar de o ser. É um caso único na nossa democracia decorrente da nova lei da limitação dos mandatos que veio pôr termos à eternização de algumas personalidades no cargo que ocupam e que, muitas vezes, faziam com que se chegassem a confundir as pessoas com o próprio lugar em si. São popularmente conhecidos como os dinossauros. Não deixa de ser em si mesmo uma mudança positiva e obviamente necessária, até porque a ética republicana requer a periódica renovação do pessoal político. Para haver credibilidade na política exige-se o combate na eternização do poder, para desse modo se reforçar a democracia.

Neste contexto, e sabendo que o mundo tem vindo a mudar às vezes de maneira que alguns consideram muito rápida, outros, pelo contrário, gostariam que as coisas acontecessem de forma mais rápida e palpável, todos nós mudámos com ele numa espécie de adaptação coerente e necessária à vida em comunidade. A nossa freguesia deve, respeitando as suas raízes e o seu passado, ser capaz de progredir civicamente para que todos possamos viver e desfrutar da nossa terra, criando as condições para que os nossos filhos por cá se possam manter. Sabemos que vai regressar o tradicional festival da demagogia com promessas que não serão cumpridas, ou seja, a contraditória ladainha habitual. São sempre os mesmos a fazê-lo. E o povo, crédulo, lá lhes dava o voto confiante de que desta vez é que vai ser. Mas não foi, como prova a actual situação do país. É por tudo isto que a mudança é, mais do que necessária, urgente, para que novas pessoas e ideias possam ser avaliadas e postas em prática. Todos teremos a ganhar.


Paula Santos

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