terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Ainda mais coisas piratas com um pouco de SOPA


Em primeiro lugar, o que é o SOPA?












e agora:








O SOPA é um projecto de lei actualmente em discussão nos estados unidos e que tem como objectivo a criação de ferramentas para o bloqueio automatico por partes dos prestadores de serviço de todas as páginas de internet consideradas ilegais. aplica-se apenas a cidadãos americanos.*
Os argumentos prendem-se maioritariamente coma defesa dos direitos de autor e propriedade intelectual.
o projecto de lei é apoioado por um conjunto vasto de actores(verhttp://kotaku.com/5870241/presented-without-comment-every-single-company-supporting-sopa-the-awful-internet-censorship-law?tag=sopa) e opões grupos DETENTORES de propriedade intelectual (como a SONY, DELL, MICROSOFT, MCAFEE) a grupos DISTRIBUIDORES de conteudos (como FACEBOOK, GOOGLE, TWITTER, YAHOO) que representam um NOVO modelo de negócio (a google, o youtube e o facebook NÂO cobram pelos seus serviços, que são vastissimos e competem em TODAS as áreas).




*a china já o faz há varios anos, alguns paises arabes também. eu diria que representa uma tendencia global, mais que uma tendência local o aumento do controlo da informação.




E já agora, porque é que isto vos interessa?
A resposta é: em primeiro lugar, porque o resultado deste processo representa o futuro do panorama global da WWW.
E também porque tudo isto se passa depois de multiplas tentativas fracassadas para controlar o fluxo de informação a nivel global. a ameaça wikileaks continua presente, tal como os sites de partilha de ficheiros(youtube, piratebay, demonoid, blogs, etc) e os ameaçados continuam, há mais de uma década, a não ter forma de os parar. a criação de um comité de censura é apenas mais um passo numa série interminável de processos judiciais.
E porque a informação faz bem.





Já agora, uma noticia em português, para quem quiser:Murdoch: Google é o "líder da pirataria"

João Oliveira

Festas Fora do Armário


21 de Janeiro | 23h30 | Pop Fresh

Dj set  A&G

01h30
Performance Drag Queen
Ayaly Fox & Maya Papillons!

Vê mais sobre xs artistas aqui:
http://www.facebook.com/events/221265221288194/ 

A “escola” do caciquismo, ou a democracia sitiada


Jornal Público, 15/01/2012

Elísio Estanque
Faculdade de Economia/ Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.


O caciquismo, a troca de favores ou o tráfico de influências não são obviamente fenómenos novos, nem tãopouco são um exclusivo da democracia portuguesa. Uma democracia “com falhas”, que registou recuos em 2011 e que corre riscos de se degradar ainda mais. É verdade que muitos outros fatores, entre eles os grupos de interesse e as organizações secretas, terão tido aí um papel ativo. Mas há um problema de fundo, que é mais vasto, inscrito na sociedade, que remete para os aparelhos partidários e para a história da nossa democracia. Uma parte das gerações mais jovens desinteressou-se da política e dos partidos, outra parte herdou-lhes os piores vícios. É desta última que me ocupo.
Nos últimos 37 anos, as estruturas dos partidos políticos, enquanto trabalhavam e aperfeiçoavam a retórica laudatória dedicada aos seus chefes, foram acenando aos mais jovens com cargos e oportunidades, criando afinidades pessoais e montando a oligarquia necessária para assegurar os seus próprios cargos e interesses. Não foi apenas isto, é certo. Mas foi e é muito isto. O talento e o mérito de cada um têm pouca importância, a não ser quando se conjugam com as fidelidades adequadas, os padrinhos e as tutelas, ou seja, as melhores sedes para a chave do sucesso. E o problema é que este esquema se replica e agrava, quer a juzante, no seio do aparelho de Estado, quando os partidos alcançam o poder (basta lembrar os últimos escândalos a envolver as cumplicidades maçónicas com as secretas ou as nomeações do Governo para os novos órgãos da EDP), quer a montante, na sociedade e no campo associativo, nas estruturas de juventude, onde as “jotas” disputam influência e preparam os respetivos partidos do futuro.
Com isto, os partidos, sobretudo os do arco do poder, criaram uma “escola” para as gerações mais novas, fazendo temer o pior quanto ao futuro da democracia. Repare-se, por exemplo, no associativismo universitário, e atente-se no que se passa na maior associação académica do país, a AAC (Associação Académica de Coimbra), que se orgulha – e bem – de no passado ter sido um viveiro de intelectuais e de ativismo cívico. Hoje, tornou-se um microcosmos que reflete todos os tiques de caciquismo e de perversão dos valores democráticos. As estratégias eleitorais para a Direção Geral (DG-AAC), onde a abstenção é da ordem dos 60 por cento ou mais, a fidelização dos votantes e as vantagens eleitorais definem-se segundo dois critérios essenciais: quem angaria mais apoios financeiros; e quem conseguiu criar uma máquina de cacicagem mais eficiente. Basta olhar as centenas de pelouros e “coordenadores” que os programas exibem em cada eleição, por baixo da respetiva foto, para se perceber o que mais motiva e fideliza os jovens a uma dada candidatura (uma das listas tinha cerca de 800 nomes no seu organigrama).
Os apoios financeiros podem derivar das ligações partidárias do respetivo candidato – já que, embora os partidos e as suas “jotas” jurem que nada têm a ver com o assunto, o certo é que, não raro, os ex-dirigentes assumem, depois, cargos de relevo nas juventudes partidárias – ou da proximidade dos cabeças de lista com os interesses empresariais e as marcas de bebidas que detêm direitos de exploração e comercialização na queima das fitas com base em convenções com a AAC (o mercado da cerveja é enorme e muito lucrativo em Coimbra) e ainda, eventualmente, de algum papá com mais poder económico a velar pelo futuro do filhinho. E as fidelidades eleitorais dependem muito mais da adesão e do ruido das “claques de apoio”, das ligações pessoais e do trabalho dos “caciques” do que das propostas em causa, de resto, a maioria delas inócuas. Esta lógica encontra no ritualismo académico, com os seus ingredientes hierárquicos e despóticos, um terreno particularmente fértil.
O caloiro chega, imaturo e frágil, e vê-se envolvido num mundo novo (não falo aqui das minorias e dos residentes nas “Repúblicas”, que são a exceção). Um mundo de jogos e rituais, onde, deslumbrado com tanto hedonismo e aventura para usufruir, é levado a participar ativamente, pois a sua integração na comunidade passa por aí. Esse momento inaugural é reconhecido como decisivo na estruturação das futuras identidades de grupo do novato. O padrinho, o mais velho, que o inicia e lhe incute o espírito praxista, que fala melhor, que tem influência junto da turma, dos “amigos dos copos” e por vezes junto das “meninas” que o elegem como o seu fã, torna-se uma referência. Perante um público pouco exigente e não politizado (onde o debate e a reflexão são inexistentes), a adesão faz-se mais por razões estéticas do que de conteúdo. Interessa menos o que pensa e propõe o candidato do que a sua imagem e “performance”. Um jovem com este perfil estará com certeza bem posicionado para uma trajetória ascendente no associativismo ou como futuro quadro de um partido político. O Parlamento espera-o. Mas, cuidado. Porque, por este andar, quando chegar a sua hora pode já não haver Parlamento, nem democracia.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

info ESQUERDA.NET 16/01/2012



Ex-administrador da SLN vai distribuir subsídios às empresas 
Foi Secretário de Estado no governo de Durão Barroso e um dos responsáveis pela administração da sociedade que controlava o BPN e não avisou o Banco de Portugal quando encontrou fraudes. Franquelim Alves é o novo gestor do COMPETE, o programa de incentivos às empresas que dispõe de 5.500 milhões de euros. Ou seja, mais 1.000 milhões do que o que o país vai pagar pelo buraco do BPN.
Ler mais.

"A lei tem de permitir a procriação medicamente assistida a todas as mulheres"
Em entrevista ao Esquerda.net, o deputado João Semedo explica o projeto de lei do Bloco sobre Procriação Medicamente Assistida e Maternidade de Substituição que será discutido na próxima quarta-feira, dia 19 de Janeiro. “Não vemos qualquer razão para se limitar esta possibilidade apenas a umas pessoas e outras não, nós não aceitamos que uns possam ser felizes e outros não”, disse.


Tariq Ali: "Só protestar simbolicamente não é suficiente"
Nesta entrevista ao jornal Brasil de Fato, o escritor e editor da New Left Review analisa as movimentações políticas que sacodem a conjuntura internacional: das revoltas árabes aos indignados europeus, passando pelo Occupy Wall Street, América Latina e o Fórum Social Mundial. 


Passe do Metro de Lisboa pode aumentar mais 50%
O Governo prepara-se para aumentar o preço do passe social do Metro de Lisboa de 23,90 para 36 euros, com o objetivo de pôr os utentes lisboetas a pagar o mesmo preço do Andante para o Metro do Porto. A simplificação tarifária prometida ficará na gaveta e o Governo insiste em acabar com a histórica carreira do elétrico 18.


Mentiras colossais 
Catarina Oliveira 

Apesar de todas as medidas de austeridade que são conhecidas o Governo vai falhar as metas do défice. O Governo já está a falhar.

APAV lança spot contra a violência
Vídeo da campanha "Corta com a Violência: quem não te respeita não te merece", promovida pela APAV - Associação Portuguesa de Apoio à Vítima.


16 de janeiro
Apresentação da obra: “Estudos em Memória do Prof. Dr. J.L. Saldanha Sanches”
Contará com intervenções dos Professores Doutores Maria da Glória Garcia, Germano Marques da Silva, Paulo Otero, Fernando Araújo, do Dr. João Gama e da Dra. Maria José Morgado. Ver convite.
Lisboa, Museu da Eletricidade (Av. de Brasília, Central Tejo),19h.
17 de janeiro

Seminário Internacional Cidadania Sexual das Lésbicas em Portugal e Espanha
Mais informações.
Lisboa, Centro de Cultura e Intervenção Feminista/UMAR.
18 de janeiro

Exposição e PalestraFotografias de Francisco Fiães e Mário Cinco-Reis. Palestra “Viagens no Tua, com Vasco Callixto. Ver cartaz.
Lisboa, Auditório da estação de Metro do Alto dos Moinhos,18h.
Seminário Internacional Cidadania Sexual das Lésbicas em Portugal e Espanha
Mais informações.
Lisboa, Centro de Cultura e Intervenção Feminista/UMAR.


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

info ESQUERDA.NET 12/01/2012



"Uma RTP com 3% de audiência não é serviço público"
Catarina Martins acusou o PSD e o CDS de quererem manter a RTP num estado vegetativo até concretizarem "um negócio já decidido antes das eleições, uma promessa por cumprir a alguém que não os eleitores". Ao contrário de todos os países europeus, o governo português pretende diminuir o serviço público em vez de aproveitar a entrada do digital para aumentá-lo.
Ler mais.

Protestos contra portagens intensificam-se
A Comissão de Utentes da Via do Infante anuncia a intensificação da luta pela suspensão das portagens nesta via. Foi lançada uma nova petição e marcadas assembleias para os próximos dias. A Comissão de Utentes Contra as Portagens na A25, A24 e A23 anunciou também que realizará acções de protesto no dia 8 de cada mês.


O microcrédito como uma forma de "subprime"
Ricardo Coelho 

Por onde passa o turbilhão do microcrédito, fica um rastro de endividamento, acompanhado do uso da força pelos cobradores dos bancos e do suicídio de quem não consegue pagar as dívidas. 

Guantanamo: 10 anos de vergonha
Foi a 11 de janeiro de 2002 que os primeiros prisioneiros chegaram à base de Guantanamo em Cuba. Dez anos depois, ainda lá estão 150 presos, muitos por tempo indefinido e sem direito a julgamento.


Estudantes enfrentam maior aumento do valor das propinas desde 2003
No próximo ano letivo, o valor da propina máxima para as licenciaturas do ensino superior público registará um aumento de 36,9 euros, atingindo os 1036,6 euros. Desde o ano lectivo 2003/2004, a propina máxima já subiu 21,5%.


AdP: Mais nomeações com cartão partidário
Três figuras do PSD e CDS vão integrar a nova administração da Águas de Portugal, nomeados por Assunção Cristas com a missão de preparar a privatização da empresa. Um deles é o presidente da Câmara do Fundão, que está em litígio judicial com a empresa que vai agora administrar: a AdP reclama nove milhões de euros em dívida pela autarquia. "É uma descaradíssima partidarização", diz o deputado bloquista João Semedo.


12 de janeiro

Conversa de café: “Europa, Crise e Democracia”
Com Miguel Portas. Ver cartaz.
Porto, Café Ceuta (R. Ceuta),21h30.
Projeção do filme: “Fucking Amal”
Filme vencedor do Prémio de Melhor Filme Gay/Lésbico no Festival de Berlim 1999.
Porto, Espaço Compasso (R da Torrinha, 111), 22h.
13 de janeiro

Tertúlia Nova Agenda Sindical - "Precariedade: só nos resta emigrar ou lutar? Organização e representação sindical em debate"
Com Elísio Estanque, Guadalupe Simões e Rafael Rostom.
Lisboa, Sede do movimento Precários Inflexíveis, 18h30.

Ciclo do mês de Janeiro: Sam Peckinpah
Patt Garret and Billy the Kid, 1973, EUA, 122 min. Ver trailer. Programação de Luís Rato e Rui Perdigão.
Vila Franca de Xira, sede do Bloco (R Miguel Bombarda, nº 120), 21h30.

Sessão Pública: “Europa, Crise e Democracia”
Com Miguel Portas. Ver cartaz.
Braga, Casa dos Crivos, 21h.

Palestra “A economia, o Terceiro Setor e a Moeda”
Palestra de Hugo Cunha e projeção de filmes.
Porto, Espaço Compasso (R da Torrinha, 111), 22h.
14 de janeiro

Manifestação pela defesa do ramal ferroviário Pampilhosa - Figueira da Foz
Organização: Plataforma Nacional pela Defesa da Ferrovia em colaboração com o Movimento de Defesa do Ramal Pampilhosa - Figueira da Foz e do Projeto Cultura e Cidadania.
Cantanhede, junto à Câmara Municipal, 14H30.
Festa contra a Precariedade.
Lisboa, Sede do movimento Precários Inflexíveis, 21h30 com porta abrir às 21h.
Lançamento do livro “Salazar e a Escola Técnica”
De Albérico Afonso Costa. Apresentação pelo Professor Fernando Rosas. Ver cartaz.
Setúbal, Livraria Culsete, 16h.

Comemoração do 50.º aniversário do assalto ao quartel de Beja
Sessão aberta com o coronel Matos Gomes e os historiadores António Louçã e Irene Pimentel. Organização: Movimento Cívico Não Apaguem a Memória.
Lisboa, Biblioteca Museu República e Resistência (R Alberto de Sousa,10 A), 15h.
Be pink and become a princess - Opressão e heteronormatividade em revistas de adolescentes
Com Sara Magalhães (investigadora na área da sexualidade e media).
Porto, Espaço Compasso (R da Torrinha, 111), 22h.
Comemoração do 20º aniversário da Casa do Brasil
Com concerto do Duo Violeta e Porto de Honra. Maisinformações.
Lisboa, Casa do Brasil, 21h30.
15 de janeiro

Projeção do filme: “Tudo o que sempre quis saber sobre sexo”
De Woody Allen.
Porto, Espaço Compasso (R da Torrinha, 111), 22h.