quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Comemoração 80º aniversário 18 janeiro Marinha Grande | exposição, colóquio e jantar


A 18 de janeiro de 1934 as organizações sindicais livres reuniram-se numa greve geral revolucionária para fazer face à ofensiva do regime salazarista visando a fascização dos sindicatos e a liquidação das liberdades sindicais e do direito à greve.

Para analisar, lembrar e discutir o significado dessa data histórica no 80º aniversário da sua ocorrência a CULTRA promove um colóquio e uma exposição pelas 14h30 de sábado 18 de janeiro na Biblioteca Municipal da Marinha Grande.

Às 19h30 haverá um jantar de comemoração da data promovido pelo Bloco de Esquerda com intervenções Catarina Martins, Fernando Rosas, António Chora e Cristiana Sousa.

O jantar será no Restaurante Pintainho Piu e terá o custo de 4€.

Haverá transportes organizados partindo Lisboa, Porto e Coimbra.

Para inscrições no jantar e transporte contacta irina.silva@bloco.org


info ESQUERDA.NET 02/01/2014


"PR revela-se totalmente colado ao governo"

Luís Fazenda denuncia cumplicidade de Cavaco Silva com a política de austeridade e a submissão à troika e afirma que o Bloco tudo fará para levar o Orçamento de 2014 à fiscalização do Tribunal Constitucional.


Dívida portuguesa: Uma das mais rentáveis para os credores

As dívidas da Grécia, da Irlanda, da Espanha e de Portugal foram as mais rentáveis para os credores, a nível mundial em 2013. Ao contrário, as dívidas de Alemanha, EUA e Grã-Bretanha tiveram rentabilidades negativas. A rentabilidade anual da dívida portuguesa foi de 9,62%.


Acordo UE-EUA: O que nos reserva a maior zona de livre comércio do mundo? (I)

Este artigo, que será publicado em duas partes, informa sobre o que está em discussão no tratado transatlântico, que está a ser negociado entre a União Europeia e os Estados Unidos. Na primeira parte, a autora Agnès Rousseaux responde a perguntas básicas. A segunda parte, aponta questões essenciais que estão em causa neste acordo.


Os 10 vídeos mais vistos no YouTube em 2013

A plataforma de vídeo YouTube conta atualmente com mais de mil milhões de utentes e o vídeo mais visto em 2013 teve mais de 310 milhões de visualizações. Artigo de Manuel Moreno.


Feliz 1640! Feliz 1974!

Bruno Góis

Os troikistas portugueses falam muito do "pós-troika", mas o fórum dos ministros das finanças da zona euro, Eurogrupo, já anunciou mais duas décadas de tutela, ou vigilância, como preferem dizer.


Mensagem para 2014 de Catarina Martins

“Que 2014 seja o ano de desobedecer à Europa da troika”, deseja a coordenadora do Bloco de Esquerda na sua mensagem de Ano Novo.



Chris Killip, o fotógrafo da depredação do capitalismo

Armando G. Tejeda *

“Às vezes não se sabe porque se etsá nesses lugares, nem o porquê de tal fotografía, mas em qualquer caso faz-se e, finalmente, acaba por ter um sentido”, explicou o fotógrafo britânico Chris Killip na apresentação da sua primera grande retrospetiva, em Espanha, “Trabajo/Work”, no Museu Centro de Arte Rainha Sofia.

A sua obra é um compêndio singular do desespero que o capitalismo provocou na classe operária britânica, tão reprimida como pauperizada no que se designou por processo da desindustrizalização das zonas rurais do Reino Unido, às quais se lhes extirpou a industria sem nada em troca, passando das fábricas têxteis ou dos estaleiros para a desolação e o desespero. Chris Killip captou esse processo, pelo menos, desde 1968 até 2004.

É a vida quotidiana de populações na fronteira da pobreza e a opulência de uma potência económica e militar como o Reino Unido. É o dia a dia de populaçôes que lutaram pelos seus direitos nas ruas, com manifestações para manter os seus direitos laborais, que foram sistemáticamente reprimidas pela policía ou que foram testemunhas impotentes de como a inatividade e o passar do tempo foram acabando, pouco a pouco, com edifícios, casas e o pulsar quotidiano das praças.

Killip, homem que nasceu e cresceu num típico pub inglês, desde criança escutou os lamentos ou as risadas que se escutam nestes centros de reunião do povo britânico, decidiu deixar o glamour e a frivolidada da fotografia publicitária – na qual se iniciou – e cavalgar numa espécie de fotojornalismo de fundo. Chegava às povoações ou regiões com as suas câmaras e os seus rolos de fotografia para conviver e ser testemunha, tal como os seus vizinhos, do passar do tempo nessas povoações acossadas pelo desmantelamento da indústria mineira ou naval.

Por isso, no seu trabalho, há sobretudo retratos e imagens de lugares, ruas, paisagens que já não existem. O passar do tempo e a depredação do capitalismo ultraliberal, que se aplicou neste país, durante as décadas 70 e 80, acabou por transformar para sempre essa sociedade. Agora muitas dessas paisagens industriais, tais como os velhos estaleiros encravados num cais, são ferros abandonados. Ou as colinas dalgumas povoações mineiras estão convertidas em campos de golfe.

“Às vezes não se sabe porque se está nesses lugares, mas acaba por surgir o motivo”, explicou quanto às suas fotografias, das quais expõe uma seleção cuidada de 107 imagens a preto e branco e dois documentários. Nas quais predomina o retrato, um fio que atravessa e unifica toda a sua obra e que serve para mostrar idosos, famílias, crianças e operários a trabalhar.

Killip foi escolhido, em 1972, pela British Arts Council, juntamente com outros sete fotógrafos, para retratar as cidades de Huddersfiel e Newcastle, iniciando aí a sua vocação para mostrar a Inglaterra industrial com imagens de pequenas povoações pesqueiros e a convivência natural entre as casas e os estaleiros. Ou as manifestações e as greves dos mineiros do carvão, face ao encerramento de 20 minas e a perda de 20 mil empregos. Ou os trabalhadores da fábrica de pneumáticos “Pirelli” de Burto-on-Trent.

Killip explicou que, desde princípios do século XIX, no norte de Inglaterra, se desenvolveu grande parte da industria pesada – as minas de carvão, o aço e os estaleiros – proporcionando emprego a várias gerações e criando comunidades muito coesas. “O desmantelamento do mundo industrial europeu, durante a segunda metade do século XX, deixou estas pequenas sociedades à mercê de grandes mudanças estruturais. Este período de desindustrialização, o desemprego crescente e a condição precária de grande parte da classe operária, revelada com crueza na década dos 80, são os eixos do meu trabalho”.

A exposição poderá ser vista até ao próximo dia 24 de fevereiro.

* Armando G. Tejeda é jornalista. 

Tradução: António José André

info ESQUERDA.NET 30/12/2013


"Que 2014 seja o ano de desobedecer à Europa da troika"


Na mensagem de Ano Novo divulgada este sábado, Catarina Martins dirige-se ao “país solidário que não se resigna a um futuro de pobreza e desigualdade”.

Linha Saúde 24 põe em risco qualidade do serviço

A administração da empresa concessionária mantém-se irredutível nos cortes do salário dos enfermeiros para pouco mais de 4 euros à hora. E ameaça substituir mais de 300, aproveitando a situação dos falsos recibos verdes.


Autarca de Lampedusa denuncia "holocausto moderno no Mediterrâneo"

Giusi Nicolini continua a indignar-se com as políticas “desumanas” da UE e a defender que o crime de imigração clandestina deve ser abolido, como o foram o apartheid e as leis raciais.


NSA e CIA têm 19 células na Europa, incluindo Portugal

NSA e a CIA têm pelo menos 19 células de espionagem a atuar em países europeus, incluindo Portugal, segundo o jornal holandês NRC Handelsblad, que cita documentos divulgados pelo técnico informático norte-americano Edward Snowden.


Os últimos e a política

José Manuel Pureza

Neste tempo em que a pobreza e a saída dela são estigmatizadas como responsabilidades pessoais, estar com os últimos como projeto de vida faz da política o seu campo de materialização privilegiado.


"A austeridade criou o caos nas urgências do Hospital de Aveiro"

O Bloco de Esquerda denunciou a falta de meios com que se deparam os utentes do Hospital de Aveiro sempre que há um aumento da afluência às urgências.


Ruínas - Crónica de uma caça às bruxas

Documentário de Zoe Mavroudi sobre a criminalização do VIH/SIDA na Grécia, a partir de uma operação policial e mediática em vésperas das eleições de 2012, visando mulheres imigrantes. (escolher legendas)



quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

info ESQUERDA.NET 26/12/2013


"Cavaco só tem uma opção: vetar o Orçamento"

O Presidente da República deixou passar o último dia para pedir a fiscalização preventiva ao TC. Para o Bloco, resta-lhe vetar o OE2014 se quiser cumprir a Constituição.


"Passos Coelho falou para a troika e os mercados"

Para Marisa Matias, a mensagem de Natal do primeiro-ministro falou "de um país que só existe na sua cabeça".


O presépio e o oásis

Luís Branco

Passos Coelho só deixou uma esperança na sua mensagem de Natal: a de que seja a última enquanto primeiro-ministro.


"Já venci", diz Snowden

Na primeira entrevista dada no seu refúgio na Rússia, o ex-analista da CIA declara a sua dissidência em relação ao governo, mas a fidelidade à Constituição e ao povo dos Estados Unidos. E reafirma que o seu objetivo era dar à sociedade a oportunidade de determinar se queria mudanças.


Regresso ao "eixo do mal", por Noam Chomsky

O acordo preliminar EUA-Irão sobre a questão nuclear contém significativas concessões iranianas, e nada comparável por parte de Washington, que se limitou a restringir por um tempo a punição a Teerão. Por Noam Chomsky, La Jornada


Angola: Polícia diz que manifestações visavam "assalto ao poder"

Em entrevista à Rádio Ecclesia, o Segundo Comandante Geral da Polícia Nacional de Angola diz que a repressão às últimas manifestações serviu para impedir "o assalto ao poder".


Sérgio Godinho n' Os Cantos da Casa

Voz e Guitarra ― Voz e guitarra 2, 2013.

Cindy Kat ― Cindy Kat, 2013.
Luís Cília ― Memória, 1976.
João Domingos Bomtempo ― Sonata nº 4 em dó maior, Op. 9 nº 2.
Sérgio Godinho ― Caríssimas canções, 2013.