quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

info ESQUERDA.NET 09/12/2013


Governo recua e atribui ação social escolar a estudantes com famílias devedoras

Esta sexta feira, o secretário de Estado do Ensino Superior anunciou que o governo irá revogar, com efeitos imediatos, a norma que impedia estudantes com famílias devedoras ao fisco de acederem a apoios sociais nas universidades. PSD e CDS-PP chumbaram no mesmo dia uma proposta do Bloco de Esquerda nesse sentido.


Perto de três mil pessoas em defesa dos Estaleiros de Viana

A Praça da Republica, em Viana do Castelo, encheu-se, esta tarde, de um mar de gente em defesa dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC). A eurodeputada do Bloco Marisa Matias manifestou a sua solidariedade com os trabalhadores dos ENVC e frisou que a luta continua, dado que “não podemos dar por adquirido que o processo de privatização dos estaleiros está terminado”.


Mandela


Marisa Matias

A Mandela não devemos apenas as homenagens e as memórias, devemos saber merecê-lo.

Trabalhadores da Moviflor manifestam-se contra despedimentos

Este domingo, os trabalhadores da Moviflor concentraram-se em frente a várias lojas da cadeia de imobiliário para defender os seus postos de trabalho e reclamar o pagamento dos salários em atraso. CGTP acusou a Moviflor de estar a promover a escravidão no trabalho. Deputada do Bloco Mariana Mortágua manifestou a sua solidariedade aos trabalhadores e denunciou a forma "vergonhosa" como está a ser conduzido este processo.


Nobel da Física de 2013 diz que hoje não teria lugar na Academia

“Não seria considerado suficientemente produtivo”, afirma Peter Higgs, que em 1964 previu a existência do bosão de Higgs, que só viria a ser comprovada em 2012. Cientista britânico critica o clima atual das universidades, em que os investigadores são transformados em máquinas de produzir papers.


Passos Coelho nomeia Franquelim Alves para comissão instaladora do banco de fomento


O ex-administrador da SLN, a holding proprietária do BPN, e ex Secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação, foi nomeado pelo primeiro ministro para vogal da comissão instaladora da Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD), conhecida como banco de fomento.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

dia 11/12 - José Luís Peixoto no Santa Cruz


Dia 11 de dezembro (quarta-feira), haverá uma sessão pública, promovida
 POR MÃO PRÓPRIA (*), no Café Santa Cruz, às 21:30h, para a apresentação do livro “Dentro do Segredo”.

A sessão contará com as intervenções de José Luís Peixoto (Escritor e Autor do livro) e Noémia Malva Novais (Jornalista, Escritora, Investigadora e Professora) e a moderação de Rute Simão (Estudante de Jornalismo).

Dentro do Segredo” (Quetzal - 2012) é o primeiro livro de viagens de José Luís Peixoto. “Em abril de 2012, José Luís Peixoto foi um espetador privilegiado nas exuberantes comemorações do centenário do nascimento de Kim Il-Sung, em Pyongyang, na Coreia do Norte. Também nessa ocasião, participou na viagem mais extensa e longa que o governo norte-coreano autorizou nos últimos anos, tendo passado por todos os pontos simbólicos do país e do regime, mas também por algumas cidades e lugares que não recebiam visitantes estrangeiros há mais de sessenta anos.”

Os responsáveis das crises europeias estão no Norte, não no Sul

Vicenz Navarro*
 
Os países do Sul da Europa (Grécia, Portugal e Espanha) estão numa situação desesperada, como refletem as suas elevadas taxas de desemprego. E as previsões para que isso melhore não são animadoras. Segundo a Comissão Europeia o desemprego continuará muito alto durante a próxima década, o que quer dizer que se queimarão várias gerações.

Acontece igualmente quando vemos, em vez do nível de desemprego, o nível salarial. Os salários foram baixando cada vez mais – como parte do que se chama a desvalorização doméstica – a fim de embaratecer as exportações que, dizem-nos, nos tirarão do buraco, coisa que é obviamente falsa. Na realidade, tal como está estruturada a Eurozona, é impossível que os países do Sul possam competir com os países do Norte. Vejamos os dados.

Comecemos pela Alemanha. A economia deste país baseia-se numa enorme desvalorização doméstica (conseguida à custa de, aproximadamente, uma quarta parte da sua força laboral se encontrar em condições de grande precariedade) a fim de conseguir estimular a economia à base de exportações. Isso determina um superavit anual na sua balança por conta corrente (current-account surplus) de nada menos que 125.500 milhões de euros ao ano (média anual, desde que se estabeleceu o euro, em 1999).

É o segundo país em superavit depois da China (algo mais do que 162.000 milhões por ano). Como bem escreve Kemal Dervis no seu artigo “Northern Europe’s Drag on the World Economy” (do qual extraio a maioria dos dados deste artigo), é surpreendente que, enquanto a China está sob uma enorme pressão para que reduza tal superavit, a Alemanha fique tranquila, sem que sofra ameaças de sanções como as que sofre a China.

 
Nestas circunstâncias, é muito difícil que estes países possam sair da crise à base de exportações, ganhando em competitividade à Alemanha, pois os poderes destes países querem ganhar em competitividade mediante a baixa de salários (que está deprimindo cada vez mais a procura doméstica).

Mas a situação é contudo pior. Não é só a Alemanha que tem um superavit anual na sua balança por conta corrente, mas todos os países do Norte (Suécia, Dinamarca, Noruega e Suíça, que não têm o euro, mas definem o valor da sua moeda em relação ao euro), bem como a Áustria e a Holanda dentro da Eurozona.

Isso implica que o superavit desta Europa do Norte (cuja moeda, direta ou indiretamente, é o euro) é nada menos do que uns 406.000 milhões de euros (este ano, o da China será de 111.000 milhões), o que é um valor enorme e explica, entre outras razões, a enorme força do euro, a qual prejudica enormemente os países do Sul, pois dificulta as suas exportações.

 
Perante este panorama tão sombrio só há duas soluções. Ou sair do euro (uma possibilidade que se deveria considerar), ou fazer com que a procura doméstica dos países do Norte cresça à base do aumento dos salários dos trabalhadores do Norte. Nunca se tinha visto, de maneira tão clara, os interesses dos trabalhadores do Sul e do Norte coincidirem tanto. Mas o facto desta alternativa não estar a ser considerada deve-se ao grande domínio que o capital financeiro (que beneficia do euro forte) e o industrial (que se centra nas exportações) têm em todos aqueles países e na estrutura de governo do euro.

Daí que a aliança das classes trabalhadoras, a nível europeu, representaria uma grande ameaça aos interesses destes poderes, o que explica o seu apoio a teses racistas e chauvinistas (leia-se, a imprensa alemã e nórdica), que tentam evitar esta aliança, apresentando os trabalhadores alemães, por exemplo, como sujeitos de interesses opostos aos operários espanhóis, gregos e portugueses. Assim, claro!

 


*Vicenz Navarro é economista. Publicado em: http://www.vnavarro.org/?p=10103

Tradução: António José André

info ESQUERDA.NET 05/12/2013


Operação de troca de dívida foi "reestruturação a favor dos bancos"

A operação de troca de dívida acrescenta 1100 milhões à fatura dos juros pagos pelos contribuintes. Na Assembleia da República, Mariana Mortágua disse que tal como nas PPP e nos swaps, "a forma do Governo resolver problemas é sempre a mesma: pagar mais aos bancos".


A porta de Crato só pode ser a da saída

Cecília Honório

Desmentido pelos dados do PISA na sua campanha sobre a falta de qualidade da Escola Pública, contraditado ainda pela luta dos professores na sua inútil prova para contratados, a porta de Crato só pode ser a da saída.


Tempo de Antena sobre a crise da dívida

Tempo de antena do Bloco de Esquerda com Marisa Matias, Pedro Filipe Soares, Mariana Mortágua e Catarina Martins.


Relatório PISA chumba política de Nuno Crato

O ministro da Educação tem argumentado com o "facilitismo" da escola pública e a "liberdade de escolha" para promover o privado na Educação, tomando a Suécia como modelo. Mas os resultados do relatório de referência da OCDE arrasam por completo essas teorias.


Yuan chinês substitui o euro como segunda divisa do comércio internacional

O yuan converteu-se na segunda divisa mais usada depois do dólar no comércio internacional, ultrapassando o euro, segundo a organização de serviços para as transações financeiras Swift. Artigo de Marco Antonio Moreno.


Rendimento Básico Incondicional: uma crítica

Adriano Campos e Ricardo Moreira
Desistir da exigência do pleno emprego é anunciar a morte do direito ao trabalho.

info ESQUERDA.NET 02/12/2013


Desobedecer à Europa da troika

Mesa Nacional do Bloco de Esquerda aprova linhas de força para construir o seu programa europeu e convoca conferência nacional para fevereiro de 2014. Documento defende a reestruturação da dívida e, caso ela seja recusada, “uma moratória unilateral sobre a dívida detida pelo capital financeiro, preparando o país para todas as consequências deste caminho”.


Dossier: Professores precários

Neste dossier, o esquerda.net publica um conjunto de artigos nos quais é abordada a precarização da profissão docente, os sucessivos ataques à Escola Pública promovidos pelo governo PSD/CDS-PP e alguns dos momentos de contestação dos professores que marcaram os últimos dois anos. Dossier organizado por Mariana Carneiro.


Ciência e poder na era da austeridade

João Mineiro

O governo autoritário que hoje exerce funções em Portugal já deu luzes sobre os seus objetivos: cortar nos apoios generalizados à investigação científica e garantir que apenas tem apoios se não ousar produzir conhecimentos que deslegitimem o poder.


Angola: Rafael Marques escreve sobre voto do Parlamento português

O jornalista angolano, autor do livro "Diamantes de Sangue: Corrupção e Tortura em Angola", publicou um artigo no site Maka Angola acerca da recente rejeição pelo Parlamento português de um voto condenando o assassinato de ativistas angolanos. “[O Parlamento] foi sincero. Primeiro os negócios, o resto é conversa”, diz. Apesar de o voto ter sido chumbado, o jornalista afirma: “A iniciativa do Bloco de Esquerda, em Portugal, foi um triunfo”.


Seis banqueiros portugueses receberam um milhão de euros em 2012

Portugal ocupa a 16ª posição dos países com maior número de banqueiros que só num ano arrecadaram mais de um milhão de euros em remunerações fixas, variáveis e benefícios.


Protesto no Parlamento: "Trabalhar até à morte não"

Um grupo de cidadãos realizou um protesto nas galerias da Assembleia da República, exibindo cartazes onde se podia ler "Trabalhar até morte não".