segunda-feira, 28 de novembro de 2011

info ESQUERDA.NET 28/11/2011


FMI prepara plano de resgate da Itália
Segundo o La Stampa, empréstimo de 600 mil milhões de euros está em estudo. The Economist adverte que “a queda da moeda única pode ocorrer nas próximas semanas”, e que à medida que o tempo passa, as medidas necessárias e os seus custos vão sendo maiores.
Ler mais.

Extremos climáticos mais prováveis no futuro 
Rui Curado Silva 
O IPCC lançou esta semana um relatório que estabelece como provável (grau de certeza superior a 60%) o aumento da frequência de fenómenos climáticos extremos, caso prossiga o aquecimento global do planeta.

Portugueses de França na greve geral 
Reportagem da participação na greve geral de 24 de Novembro dos portugueses residentes na França, que tiveram o apoio dos Indignados franceses.

Os Ovos da Serpente na Grande Depressão Pós-Moderna da Grécia
Que partido é este LAOS, da extrema direita, que entrou no governo “tecnocrata” de Lucas Papademos, apresentado como de “unidade nacional”? 
Por Yanis Varoufakis.

"Não se tratam salários e pensões como se fossem bolas"
Francisco Louçã diz que os acenos de Passos Coelho ao PS para discutir uma “modelação” das medidas de austeridade é um baixíssimo jogo político que só serve para envolver quem quiser ser envolvido numa operação de assalto aos funcionários e aos reformados.

Crónica dos dias que passam
Sofia Roque 
A poeira da política da austeridade entranha-se nas vidas difíceis como uma tempestade de areia que vem transformar o território da maioria das pessoas, alisando-o, tornando-o monótono, árido, sem vida.


28 de Novembro
Seminário “A Viragem Ética da Política e da Arte”
Organização: UNIPOP. Coordenação: Vanessa Brito e Bruno Peixe Dias. Inscrições:cursopcc@gmail.com.
Lisboa, “Seu Vicente” Residências Artísticas (Rua da Boavista, n.º 46, 1º), 18h.


29 de Novembro
Ciclo de cinema das/sobre as Mulheres Palestinianas
Ver programação.
Coimbra, Fila K Cineclube/Casa das Artes da Fundação Bissaya Barreto (Av. Sá da Bandeira, 83), 21h30.

Seminário “A Viragem Ética da Política e da Arte”
Organização: UNIPOP. Coordenação: Vanessa Brito e Bruno Peixe Dias. Inscrições:cursopcc@gmail.com.
Lisboa, “Seu Vicente” Residências Artísticas (Rua da Boavista, n.º 46, 1º), 18h.


30 de Novembro
Seminário “A Viragem Ética da Política e da Arte”
Organização: UNIPOP. Coordenação: Vanessa Brito e Bruno Peixe Dias. Inscrições:cursopcc@gmail.com.
Lisboa, “Seu Vicente” Residências Artísticas (Rua da Boavista, n.º 46, 1º), 18h.
Debate em torno do livro Continuar a Tentar Pensar
Obra de São José Almeida. Verconvite.
Porto, Anfiteatro Nobre da Faculdade de Letras do Porto,18h.

2 de Dezembro
X Mostra de Documentários sobre Direitos Humanos
Organização: Amnistia Internacional Portugal – Grupo 19, em colaboração com o Centro Cultural Olga Cadaval. Projeção de documentários e realização de debates. Maisinformações.
Sintra, Centro Cultural Olga Cadaval.


3º Debate Moção A - 30 Novembro, 4ª feira, 21:00


Camaradas, 

No seguimento do compromisso de aprofundamento da discussão política prosseguimos com as reuniões temáticas da moção A

“O BLOCO E AS NOVAS REALIDADES DOS MOVIMENTOS SOCIAIS E DAS LUTAS POPULARES”

30 de Novembro, 4ª feira, 21 horas, Sede Distrital.
A introdução do Debate estará a cargo da Teresa Cunha. 

Para mais informações: http://debate-a.weebly.com.

Hugo Dias

Resumo do 2º Debate da Moção A: "A esquerda socialista face à crise política, económica e financeira da UE e do sistema capitalista internacional. Que caminhos para um europeísmo de esquerda?"


Ao longo de todo o debate foi unânime a ideia de que a crise que vivemos é uma crise europeia com refracção em Portugal, crise sobretudo da Zona Euro e não apenas das dívidas soberanas, expressão que é do deliberado vazio de construção institucional e regulatória do euro, patente quer no mandato absurdo do Banco Central Europeu quer na tenaz a que os Estados estão sujeitos: sem margem de manobra nacional, não contam com quaisquer instrumentos de compensação de escala comunitária. Neste quadro, o problema imediato na disputa política é a ideologia da inevitabilidade da austeridade. Com efeito, longe de ser um fenómeno transitório dos países do sul, a austeridade é uma realidade que veio para ficar e que tem expressão mesmo em países aparentemente equilibrados do ponto de vista económico-financeiro, como a Alemanha, a França ou o Reino Unido.

Sendo esta uma crise europeia, a resposta a ela também terá de ter um alcance europeu. Daí a importância crucial da relação de forças existente no contexto das instituições e da política europeias. A recente aprovação do pacote de governação económica europeia mostrou como a hegemonia da direita no Parlamento Europeu é hoje tão forte que dispensa o apoio dos “Socialistas e Democratas” europeus. Deste facto, retiraram-se duas conclusões: a fragilidade política actual dos socialistas europeus e a possibilidade de estes engrossarem, com a esquerda unitária e os verdes, o combate às medidas de austeridade impostas pela maioria de direita, a exemplo do aconteceu na votação deste pacote.

Diante do agravamento dramático e muito rápido da crise do euro, alguns camaradas entendem que, por questões de credibilidade da nossa proposta política, não deve o Bloco, à partida, excluir qualquer cenário do debate público, designadamente a saída do euro dos países mais afectados, como Portugal. A crise europeia, entendem estes camaradas, terá uma resposta mais eficaz se a União Europeia evoluir no sentido federal. Mas, face à obstinação das correntes neo-liberais dominantes, é previsível que esse quadro não se perfile sequer como hipótese, pelo que, ainda na opinião destes camaradas, não seja de excluir uma outra saída assente no resgate do espaço de decisão nacional tendente à defesa do Estado social. Em contraponto a esta análise, outros camaradas alertaram para o facto de uma resposta de matriz soberanista ser hoje ilusória para as economias periféricas, seja por decisão do directório fraco-alemão seja mesmo em virtude de opção própria. Nesse sentido, para estes camaradas não deve ser o Bloco a defender essa hipótese mas sim políticas alternativas de alcance supra-nacional pondo-as em confronto com as políticas austeritárias (Pacto de Estabilidade e Crescimento em confronto com o Pacto de Crescimento e Emprego, por exemplo). Ressalve-se ainda que, foi no âmbito da discussão da crise na Grécia que se considerou ser este contexto de austeridade incompatível, a prazo, com a ideia de democracia. De facto, nenhuma democracia subsistiu a períodos de empobrecimento generalizado e prolongado como os que se perspectivam no contexto europeu. Desta forma, a nossa bússula deve ser a defesa da democracia.


Finalmente, no respeitante às respostas a dar pelo Bloco à presente situação, a discussão em torno do europeísmo de esquerda revela as potencialidades e as limitações deste traço de identidade do Bloco em matéria europeia. Por um lado, o europeísmo de esquerda retomando memórias internacionalistas, releva mais das políticas de reforço da democracia, dos direitos e da coesão económica no espaço europeu, do que da dimensão formal-institucional da construção europeia que vicia, por regra, o debate sobre o federalismo. Assim, integram o elenco de propostas alternativas próprias do europeísmo de esquerda, entre outras, a afirmação de um padrão elevado de defesa dos direitos sociais, a defesa de planos europeus de emprego e transportes e a defesa de um orçamento europeu  com peso efectivo na governação económica da Europa para o que a taxação das transacções financeiras ou dos movimentos, por exemplo, se revela indispensável.

Uma última nota crítica para a falta de capacidade de antecipação a todos estes problemas evidenciada pelo Bloco e pela sua dificuldade em identificar reivindicações concretas capazes de construir maiorias sociais fortes e consistentes. A acentuação da natureza puramente conjuntural, de curtíssimo prazo, das decisões políticas no contexto da crise em curso, dificulta a identificação de opções estratégicas. A este respeito, discutiu-se a necessidade imperiosa de criação de uma plataforma de convergência mínima a nível europeu que combata com inteligência e com profundidade política a narrativa segundo a qual "os preguiçosos do sul vivem à custa dos virtuosos do norte."

 Hugo Dias

Jornalismo(s) e o poder da incorrecção subliminar na imprensa


(do facebook do Francisco Louçã)

O Expresso de hoje publica a seguinte manchete: “Deputado do BE João Semedo foi sócio do BPN numa clínica do Porto”. Depois, no interior, conta uma história totalmente diferente: Semedo criou em 1994, com outros médicos, uma clínica, que tinha como sócio minoritário uma companhia de seguros, Real, dirigida então por um autarca socialista. Essa companhia de seguros foi comprada pelo BPN muito mais tarde, em 1999, e poucos meses depois Semedo desligou-se da empresa, tendo passado a dirigir o hospital público do Porto dedicado às doenças infecto-contagiosas. Aqui têm a história como ela é.

 E alguns factos mais:

 FACTO 1: O governo divulgou um relatório sobre a reforma da saúde, que prevê o fecho de seis hospitais públicos, a transformação de todos os hospitais públicos em empresas e outras coisas parecidas. Esse relatório foi coordenado por José Mendes Ribeiro. Como eu lembrei aqui no FB, Ribeiro foi durante anos o gestor do grupo BPN na saúde e saiu com um passivo de 100 milhões de euros. João Semedo foi o maior crítico desta proposta do grupo governamental e tem toda a razão.

 FACTO 2: Ribeiro deu uma entrevista ao Expresso, que é hoje publicada com honras de duas páginas (ninguém lhe pergunta nada sobre a sua experiência como dirigente do BPN na saúde). Ao mesmo tempo, vá-se lá saber como, o Expresso começa a investigar a “acusação” contra Semedo. A vingança move o mundo.

 FACTO 3: João Semedo criou uma clínica com outros médicos (1994). Associou-se então a uma companhia de seguros, que nada tinha que ver com o BPN. Anos mais tarde, o BPN comprou essa companhia de seguros (1999), sem que naturalmente houvesse qualquer conhecimento prévio, interferência ou decisão nesse sentido por parte dos médicos que faziam parte da clínica. Semedo abandonou a empresa logo depois (2000).

 FACTO 4: Em 2000, ninguém conhecia qualquer irregularidade no BPN nem em qualquer das suas empresas. Isso só se soube muito mais tarde, em 2007.      

 FACTO 5: João Semedo foi um deputado exemplar em independência e rigor na Comissão de Inquérito sobre o BPN. Fez um serviço essencial à democracia, contra o que sabemos hoje ter sido um gang que prejudicou gravemente os contribuintes. Percebo quem se queira vingar dele. Eu defendo-o, porque é de rigor e honestidade como a do João Semedo que o país precisa.

 FACTO 6: Eu tive uma conta corrente no Banco Espírito Santo durante os anos 70, onde depositava o meu salário que devia então andar pelos 6 contos. Espero que o Expresso publique no próximo número a seguinte manchete: “Francisco Louçã apanhado em parceria de negócios com Ricardo Salgado desde os anos 70”.

Fabian Figueiredo

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

info ESQUERDA.NET 23/11/2011



Greve Geral tem edição especial no esquerda.net
Nesta quinta feira 24 de novembro, o dia da Greve Geral, oesquerda.net terá emissões de vídeo em direto, de hora a hora, entre as 10 e as 18 horas. Colabore e envie-nos os seus vídeos e fotos para o e-mail:grevegeral2011@esquerda.net.
Ler mais.

Greve Geral vai mostrar que "sacrifícios exigidos não têm sentido" 
Na véspera da Greve Geral, Carvalho da Silva defende que “é preciso o país levantar-se contra esta proposta de empobrecimento e de retrocesso social e civilizacional”. E João Proença acrescenta que "não podemos ter um país de joelhos perante quem pôs a Grécia de joelhos".

Ações no dia da Greve Geral 
No dia 24 de novembro vão realizar-se concentrações e manifestações em muitas cidades do país. Veja aqui uma listagem de algumas ações já convocadas.

Tempo de Antena do Bloco
Tempo de antena do Bloco para a greve geral: inclui a curta-metragem "A Jorna" e depoimentos de Catarina Martins, António Chora, Tiago Gillot e Miguel Portas.

É da liberdade que têm medo
Catarina Martins 

Toda e qualquer autonomia da cultura é um alvo a abater..

Bloco quer que Governo esclareça mudanças nos transportes públicos 
Francisco Louçã encontrou-se com trabalhadores de um dos maiores centros comerciais de Lisboa à saída do trabalho. Se o Governo avançar com o ataque aos transportes noturnos, "milhares de pessoas deixam de ter transporte para voltar para casa".

Recapitalização é “euromilhões aos bancos"
O Governo voltou a reafirmar que, mesmo depois de avançar com 12 mil milhões de euros públicos para recapitalizar a banca, “a posição do Estado não corresponde à de um verdadeiro acionista”. ”Isto não é um acionista passivo, é um governo irresponsável a jogar ao monopólio com as notas de euro dos contribuintes”, acusou o Bloco.

24 de Novembro
Greve Geral convocada pela CGTP e UGT
Ver resolução do Conselho Nacional da CGTP.
Ver agenda de iniciativas da CGTP.

Manifestação da ‘Plataforma 15 de Outubro’
Ver comunicado da manifestação da ‘Plataforma 15 de Outubro’.



25 de Novembro
Colóquio e evocação João Martins Pereira
Organização Centro de Estudos Sociais (CES). Ver cartaz e  programa.
Lisboaauditório do CIUL,14h30.

Seminário “Trabalho Sexual
e Direitos Humanos”

Com participação de José Soeiro, do Bloco de Esquerda. Ver cartaz.
Porto, Fundação Eng.º António de Almeida, 9h.
Marcha pelo Fim da Violência Contra as Mulheres
Mais informações.
Lisboa, Largo de Camões, 17h.

Seminário Internacional "Ciências Sociais, Conhecimento e Responsabilidade Social"
É necessária inscrição. Maisinformações.
Porto, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 9h.


26 de NovembroColóquio e evocação João Martins Pereira
Organização Centro de Estudos Sociais (CES). Ver cartaz e  programa.
Lisboaauditório do CIUL,14h30.

Jornadas Autárquicas'2011 – Reorganização Territorial, Democracia Local
Com Pedro Soares da Comissão Nacional Autárquica do Bloco. Ver panfleto.
Almada, Escola Secundária de Cacilhas, 10h30.

Seminário Internacional "Ciências Sociais, Conhecimento e Responsabilidade Social"
É necessária inscrição. Maisinformações.
Porto, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 10h.


27 de Novembro
Sessão de Esclarecimento: “Que respostas? Que soluções?”
Com Francisco Louçã. Vercartaz e panfleto.
Santarém, Casa do Brasil (junto à Igreja da Graça), 16h.

28 de Novembro
Seminário “A Viragem Ética da Política e da Arte”
Organização: UNIPOP. Coordenação: Vanessa Brito e Bruno Peixe Dias. Inscrições:cursopcc@gmail.com.
Lisboa, “Seu Vicente” Residências Artísticas (Rua da Boavista, n.º 46, 1º), 18h.