quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Manifestação em Coimbra - Contra a Mini-Hidrica 1/Dezembro - 5ªfeira às 14h30


A Plataforma Mondego Vivo e as Empresas de Animação Turística que operam no rio Mondego estão a organizar uma manifestação no próximo dia 1 de Dezembro 5ª feira junto à Câmara Municipal de Coimbra na Rua Ferreira Borges / Praça 8 de Maio pelas 14h30.

O Protesto consiste em descarregar canoas na cidade de Coimbra simbolizando o impacto negativo que a eventual construção da Mini-Hidrica no rio Mondego irá ter no tecido económico da região.

A Mini-hidrica no rio Mondego a ser construida no lugar da Foz do Caneiro irá provocar o final das descidas do rio Mondego tal como as conhecemos, implica o encerramento de pelo menos 6 empresas, o desemprego para 35 pessoas, a destruição de um nicho de mercado que representa perto de um milhão de euros para a economia da região, a perda de mais de 35.000 visitantes/ano, para além de todos os outros impactos ambientais, sociais, culturais e económicos... Com que retorno? Em contrapartida, a eventual construção desta infra-estrutura irá criar 0 postos de trabalho na região, os lucros da exploração da energia hidroeléctrica serão canalizados para Lisboa (sede da empresa Mota-Engil) e veremos destruido o último sector navegável e natural do maior rio português...produzindo miseros 9 MW!

É o momento dos cidadãos e das forças vivas do concelho e cidade de Coimbra se mobilizarem contra este atentado à nossa região. Coimbra é quem mais beneficia com estas descidas em canoa. Por isso esperamos a adesão e a sensibilidade dos cidadãos a esta causa, pois já a recebemos da Autarquia Local e da Assembleia Municipal de Coimbra.

Solicitamos a todos a participação e a divulgação.

O momento será ainda aproveitado para a recolha de assianturas para a petição que está a ser organizada para levar este assunto à Assembleia da República.

A presença de todos é fundamental!

Pela Plataforma Mondego Vivo

Paulo Silva
966217787


http://www.facebook.com plataforma mondego vivo
DIZEMOS NÃO À MINI-HIDRICA NO RIO MONDEGO!

3º Debate Moção A - Adiamento


Camaradas,

Em virtude da Greve Geral, O 3ª debate da Moção A, intitulado "O Bloco e as novas realidades dos movimentos sociais e das lutas populares", que estava marcado para dia 23 de Novembro fica adiado.

Em breve enviarei convocatória para uma nova data.

Saudações Bloquistas,

Hugo Dias

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Francisco Louçã incentiva à participação na greve geral

Francisco Louçã incentiva à participação na greve geral

Segunda, 21 de Novembro de 2011

Francisco Louçã esteve na Faculdade de Letras da UC onde participou no debate “Crise Económica e Social. Que respostas? Que soluções?" na quinta, 17, um dia depois da divulgação dos resultados da avaliação da Troika.


Francisco Louçã participou no debate “Crise Económica e Social. Que respostas? Que soluções?" na FLUC Foto por Ana Morais Share Submit Story to Digg Icon_twitter

O líder do Bloco de Esquerda (BE) esteve em Coimbra a debater a crise económica, precisamente uma semana antes da greve geral de dia 24, que o próprio espera que seja “uma das maiores greves”. Ao contrário do que sucedeu no mesmo dia do passado ano, acredita que “haverá contestação social significativa”.

Após a avaliação trimestral da Troika são esperadas novas medidas, que podem “originar a redução de salários”, afirma Francisco Louçã. Para o político, as alterações das reformas são o mais grave, pois “é retirado aos pensionistas aquilo pelo que trabalharam toda a sua vida”. Em ambiente académico, contestou ainda o aumento dos custos do ensino, a reduzida ajuda social e a diminuição das comparticipações do Estado no sistema de saúde.

A questão da diminuição dos feriados é sensível. Para o economista o governo não deve mexer no 5 de outubro visto o Centenário da República ter sido comemorado recentemente e Portugal ter sido um dos primeiros países republicanos.

Sobre o aumento da carga de trabalho, o deputado do BE insurgiu-se contra essas 2 horas e meia extra que considera “trabalho gratuito” e que causam “entusiasmo festivo nas entidades patronais”. Adiantou que no século XX nenhum país europeu o impôs, excetuando em períodos de ocupação militar. A ideia de juntar essas horas no sábado também é contestada, pois “antigamente o sábado era pago”. Francisco Louçã exprimiu a sua revolta face a alguns comentários que sugerem o pagamento de apenas 11 meses de trabalho e não 14, não pagando e reduzindo férias.

"Os gregos não estavam à espera que após a primeira greve algo mudasse"

O economista declarou que “quase nada destas medidas têm a ver com a questão da dívida”, apontando que “aumentar a carga de trabalho é simplesmente um ajuste de contas sobre os últimos anos democráticos” e que houve um “aproveitamento da crise para organizar a vida social em Portugal”, temendo o próximo ano como “o mais desesperante”. Francisco Louçã acredita que na greve da próxima semana haverá “movimentação e contestação significativa” e realça que “os gregos não estavam à espera que após a primeira greve algo mudasse”, daí a necessidade de surgir um movimento social com vozes suficientes – “a democracia não conhece outra medida”.

Francisco Louçã ironizou o facto de “não se conseguir acalmar o mercado financeiro”, comparando-o a um “bicho descontrolado”. Acrescentou que as medidas tomadas só irão dar razão ao mercado, aumentando a dívida e os juros e que reduzir o poder de compra só impede a criação de riqueza, criando mais recessão e austeridade. Para o líder bloquista, “reduzir os custos de trabalho na empresa é dizer por outras palavras que a exploração vai aumentar” e tais medidas só podem ter o efeito contrário: “baixa de produtividade pela falta de motivação”.

O caso BPN surgiu também em conversa, e Francisco Louçã criticou o Estado por se endividar para financiar a banca, “favorecendo o capital”. O economista satirizou que “se a Grécia fosse um banco era salva em poucos dias” e as dívidas perdoadas. Para o líder do BE, no caso europeu não se pode aplicar o termo “Dívida Odiosa”, embora concorde que foi criada sem o conhecimento e autorização das pessoas, “é ilegítima na mesma”. No sentido de combater a corrupção, o deputado do bloco de esquerda destacou as auditorias em Portugal, analisando “parcerias público-privadas” e outras que geraram a dívida. Na opinião de Francisco Louçã, “Portugal deveria rejeitar pagamentos com juros de 20%, pois a Troika financia-se a 2%, lucrando milhares em juros ilegítimos”.

Francisco Louçã comentou também o caso da Argentina, que pôde desvalorizar a moeda, mas manifesta-se contra qualquer ideia de saída do Euro, pois só iria piorar e “brutalizar a economia”. Denunciou que “chegamos a uma altura em que a democracia já não faz parte da agenda” e declarou que “a senhora Merkel age com arrogância e escolhe os governos dos países enfraquecidos”.



Hugo Dias

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Reforma Administrativa: Governo altera Documento Verde


Documento Verde alterado pelo Governo para "salvar" 36 freguesias
Trinta e seis freguesias deixaram de estar sujeitas à agregação devido a uma pequena alteração de critérios feita directamente no Documento Verde da Reforma Administrativa que consta no portal do Governo e que não foi anunciada publicamente.
Nos critérios de base para a reorganização das freguesias, estabelecidos no documento inicialmente distribuído pelo Governo, estava previsto que os municípios com menos de 100 mil habitantes (Nível 3) ficassem apenas com uma freguesia em sede de município. Nas áreas predominantemente rurais (APR) destes municípios era possível manter freguesias com um mínimo de 500 habitantes e nas áreas maioritariamente urbanas (AMU) também era possível manter juntas, desde que com um mínimo de mil habitantes por freguesia.
De fora destes critérios ficaram as freguesias em áreas predominantemente urbanas (APU) e foi isso que foi agora corrigido, acrescentando-se as APU aos critérios e estabelecendo que podem manter-se desde que tenham também um mínimo de mil habitantes. Segundo a Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE), os critérios estabelecidos inicialmente pelo Documento Verde pressupunham a agregação de 2.504 freguesias das 4.260 que existem a nível nacional. Como a nova alteração, há 36 destas que passaram a cumprir os critérios e que evitam a agregação.
"Não é uma grande alteração. É muito pouco significativo", admite Armando Vieira presidente da ANAFRE, destacando que à associação chegaram logo reclamações destas freguesias. Armando Vieira salientou que a ANAFRE não foi informada da alteração dos critérios, mas deu conta de que o critério foi alterado directamente no portal do Governo."Foi preenchida uma lacuna que nós tínhamos constatado. Tínhamos feito um estudo em que essa lacuna, não estando preenchida, tinha um resultado determinado. Com a resolução desta lacuna o resultado é um pouquinho diferente", destacou.
A ANAFRE vai colocar segunda-feira na sua página na internet a lista atualizada das freguesias que cumprem ou deixaram de cumprir os critérios de agregação. Entre estas está, por exemplo, Canas de Senhorim, localidade que anda há décadas a reivindicar o estatuto de concelho independente face ao município de Nelas, sem sucesso. Com os critérios inicialmente estabelecidos poderia mesmo perder a junta para ser agregada à de Nelas, mas com os novos critérios, já deverá manter a sua freguesia.

Consulte o site da ANAFRE

António José André

info ESQUERDA.NET 21/11/2011

Dossier 159: Violência contra as Mulheres 
A violência contra as mulheres é uma forma de discriminação e uma violação de direitos humanos, sendo que a sua persistência constitui um pesado retrocesso civilizacional. No dia 25 de novembro, sairemos à rua para exigir a vontade política e os recursos necessários para assegurar uma estratégia eficaz de prevenção e combate à violência contra as mulheres. Dossier organizado por Mariana Carneiro.
Ver dossier.

Goldman Sachs: como criar uma crise e governar o mundo 
O banco de investimentos Goldman Sachs conseguiu uma façanha pouco frequente na história política mundial: colocar os seus homens na direção dos governos europeus e do banco que rege os destinos das políticas económicas da União Europeia. Por Eduardo Febbro, correspondente em Paris da agência Carta Maior.

O Futuro decide-se agora!
José Maria Cardoso 
É preciso alertar para a responsabilidade da nossa ação porque o que está em causa é a caução das nossas vidas sem qualquer garantia de as poder viver com dignidade.

"Flash mob" pela Greve Geral
A mobilização para a Greve Geral de 24 de novembro passou pelo Almada Forum. Uma dezena de activistas chamaram a atenção para as consequências das políticas de empobrecimento do país e a necessidade de as derrotar.

Morte assistida - Um debate atual
Em entrevista ao esquerda.net, o enfermeiroLuís Teixeira fala sobre as modalidades de morte assistida, a possibilidade de o pedido de ajuda ser manifestado de forma prospetiva, o local onde poderá ser praticada a morte assistida e o papel dos cuidados paliativos na prevenção e alívio do sofrimento.

Revoltas árabes - passado e presente 
Os movimentos de contestação que hoje se vêem, contra ditaduras árabes patrocinadas pelo ocidente, não são novidade, de modo algum, na moderna história árabe. Por Joseph Massad.


Envie-nos as suas fotografias e/ou vídeos da greve geral para o e-mail:
21 de Novembro
Sessão sobre Direito dos Ciganos à Habitação
Com o director Executivo do Centro Europeu dos Direitos dos Ciganos, Dezideriu Gergely, e Lydia Gall, especialista em direito comunitário. Confirmação da presença até dia 17/11 para o 218102100.
Lisboa, Hotel Travel Park (Almirante Reis 64), 9h.
22 de Novembro
Ciclo de cinema das/sobre as Mulheres Palestinianas
Ver programação.
Coimbra, Fila K Cineclube/Casa das Artes da Fundação Bissaya Barreto (Av. Sá da Bandeira, 83), 21h30.


Sessão de esclarecimento Que respostas? Que soluções?
Com Francisco Louçã, Mariana Aiveca e Luís Cordeiro. Vercartaz e panfleto.
Seixal, Clube Recreativo da Cruz de Pau, 21h30.

2ª Reunião Plenária do núcleo de Ensino Superior e Investigação (NESIC).
Com a presença da deputada Ana Drago. Ver convocatória.
Lisboa, Rua de S. Bento, nº 698, 21h.
23 de Novembro
Ciclo de cinema das/sobre as Mulheres Palestinianas
Ver Programação.
Lisboa, Centro de Cultura e Intervenção Feminista, 21h30m.
24 de Novembro
Debates à Esquerda – Olh’a Revolução!
O Estado e a Revolução. Como é que isto se (des)combina?, com Carlos Carujo e Miguel Cardina. Organização da Cooperativa Culturas do trabalho e Socialismo - CULTRA. Vercartaz.
LisboaLivraria Ler Devagar (Lx Factory, em Alcântara), 21h.

Greve Geral convocada pela CGTP e UGT
Ver resolução do Conselho Nacional da CGTP.

Manifestação da ‘Plataforma 15 de Outubro’
Ver comunicado da manifestação da ‘Plataforma 15 de Outubro’.