quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Metro Mondego: Uma história de promessas e enganos


O último ano foi pródigo em notícias sobre o projecto Metro Mondego. Más notícias, todas. Porque todas foram no sentido de, como sempre no passado, não se cumprirem os compromissos para com Coimbra, a sua região e as suas gentes.
-> O Orçamento de Estado para 2011 determinou a extinção da Sociedade Metro Mondego e transferiu para a REFER as responsabilidades de concretização do Sistema de Mobilidade do Mondego.
-> A 2 de Dezembro de 2010, as empreitadas então em curso no Ramal da Lousã foram suspensas.
->  Em Fevereiro de 2011, o então Secretário de Estado dos Transportes, em reunião tida com os autarcas de Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo, anunciava a necessidade de uma recalendarização das obras no troço ferroviário entre Serpins (Lousã) e Portagem (Coimbra). Esta recalendarização estava dependente dos resultados de uma Comissão destinada a analisar a melhor forma de redução dos custos. Em Junho, o relatório da referida comissão propunha a redução em 62 milhões de euros os custos para a execução de todo o projecto do Sistema de Mobilidade do Mondego, de 510 para 447 milhões de euros, prevendo até 2014 a conclusão do troço Serpins/Portagem e em 2017 a ligação ao centro de Coimbra e aos hospitais universitários.
-> Em Julho, e já com o novo Governo PSD/CDS em funções, verificou-se a não inclusão do projecto Metro do Mondego na reformulação do QREN, inviabilizando financeiramente a empreitada, consubstanciando a falta de interesse político na sua conclusão. Perante isto, o Bloco de Esquerda deu voz à pergunta que se impunha fazer: “onde estão agora os deputados eleitos pelo PSD, CDS/PP e PS, que durante a mais recente campanha eleitoral assumiram compromissos com a continuação das obras do Metro Mondego?”
->  A 29 de Outubro, O Ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, afirmou numa reunião da Comissão Parlamentar de Economia e Obras Públicas que o projecto do Metro Mondego é “perfeitamente inexequível”, que não iria avançar e que a ligação ferroviária entre Lousã e Coimbra seria reposta.
-> Finalmente, no passado sábado, o Ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, anunciou a suspensão do Sistema de Mobilidade do Mondego e a avaliação da extinção da Sociedade Metro Mondego. Entretanto, o relatório do Tribunal de Contas sobre este projecto, conhecido também na semana passada, aponta vícios gravíssimos à forma como foi gerido todo este processo, nomeadamente a quadruplicação dos custos do projecto, que passaram de uma estimativa de 122,8 milhões de euros, em Abril de 1997, para 512 milhões de euros (mais encargos financeiros), em Janeiro de 2011. Até ao momento terão sido investidos quase 104 milhões de euros, 10 deles em estudos e projectos.


Pelo meio desta cronologia negra, destaca-se apenas uma boa notícia. Graças à indignação e mobilização das populações dos concelhos de Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo, foi possível introduzir uma inflexão neste eternizado dossier: em 21 de Janeiro de 2011, a Assembleia da República, após o debate de uma petição dinamizada pelo Diário de Coimbra que recolheu 10 mil assinaturas, aprovou projectos de resolução de todos os grupos parlamentares na sua grande maioria convergentes na exigência ao Governo de continuidade das obras do Sistema de Mobilidade do Mondego. O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda deu um contributo decisivo para este processo, ao ser o primeiro partido a propor uma resolução, que foi aliás a única aprovada por unanimidade.


O Bloco de Esquerda tem tido, sobre este assunto, uma posição política absolutamente clara. Queremos reafirmá-la neste momento em que, uma vez mais, a população de Coimbra e os seus direitos são gravemente
desconsiderados pelo Governo. Assim, o Bloco de Esquerda:
-> exige que o Governo honre, de uma vez por todas, os compromissos assumidos pelo Estado Português, ao longo dos anos, com as populações dos concelhos de Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo. Neste sentido, o Bloco de Esquerda repudia totalmente a suspensão do projecto Metro Mondego na exacta medida em que tal constitui uma desobrigação, a pretexto da crise económica, de um compromisso assumido há muito para com a cidade e que consideramos de valor estratégico para a sua afirmação e o seu desenvolvimento. Não tem autoridade para alegar agora como justificação a crise das contas públicas quem, ao longo de todo este tempo, foi responsável pelo desperdício de milhões de euros sem que o projecto do Metro visse a luz do dia;

-> exige que sejam apuradas, com o máximo rigor, todas as responsabilidades em relação ao funcionamento da Sociedade Metro Mondego. A gestão pública exige rigor, transparência e compromisso com as populações. A culpa não deve morrer solteira. PS, PSD e CDS – tantono governo nacional como municipal - têm indesmentível responsabilidade  política no arrastamento indefinido deste projecto, provocado pelo sistemático adiamento do início destas obras e pelo inerente desperdício de recursos públicos de grande montante;
-> exige que seja garantido às populações residentes nos concelhos da Lousã e de Miranda do Corvo um serviço de transporte ferroviário moderno e digno e que, para o efeito, os compromissos assumidos pelo Governo através do seu Ministro da Economia e Emprego sejam escrupulosamente calendarizados e orçamentados;
-> defende a continuidade dos serviços alternativos de transporte público durante todo o tempo em que durarem as obras de adequação do traçado ferroviário do ramal da Lousã;
-> apoia sem reservas o legítimo direito à indignação por parte das populações, alertando no entanto para a necessidade de rejeição de tácticas de branqueamento político por parte de co-responsáveis pela actual situação. A clareza exige uma distinção entre dinâmicas políticas que assumem uma posição clara em defesa dos serviços públicos de outras totalmente avessas a estes;
-> insta @s responsáveis autárquic@s de Miranda do Corvo, Lousã e Coimbra a assumirem posições claras e inequívocas de defesa dos direitos e legítimas expectativas das populações e, se necessário, a assumirem todas as consequências políticas e institucionais do incumprimento, pelo Governo, dos compromissos com elas assumidos.

Coimbra, 9 de Novembro de 2011


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

info ESQUERDA.NET 07/11/2011


Greves nos transportes nesta terça feira 
 Os trabalhadores dos transportes realizam terça feira uma jornada de luta contra o roubo dos salários, contra os despedimentos e pela negociação das condições de trabalho. As acções de luta deverão levar à paralisação total do Metro de Lisboa até às 10h e à supressão total, ou quase, da circulação de comboios da CP.
Ler mais.

Dossier: O lado oculto da Apple 
 A morte de Steve Jobs desencadeou uma onda de panegíricos ao co-fundador da Apple, santificado como um visionário que mudou a vida das pessoas. Mas será que foi realmente isso? Quais foram as inovações de Jobs e quais os seus limites? Este dossier, coordenado por Luis Leiria,  procura mostrar o outro lado da empresa da maçã.

Haverá razões para a greve geral? 
 António Chora 

Apercebo-me que a estratégia de levar as pessoas a verem como uma inevitabilidade as medidas governamentais, está a confundi-las.


Bloco vai propor imposto sobre património de luxo, equivalente a cortes nos subsídios
 A reunião do G20 em Cannes vai contar com muitos protestos e uma contra-cimeira, para voltar a exigir dos políticos que a vida das pessoas venha primeiro que o interesse da finança. ", disse.

Noam Chomsky: Ocupemos o futuro
 Noam Chomsky 

O aspecto mais digno de entusiasmo do movimento Ocupar Wall Street é a construção de vínculos que estão a formar-se em toda a parte.



Oligarquia no estilo americano, por Paul Krugman 
 Paul Krugman 

Praticamente toda a redistribuição do rendimento tem ido para os americanos que fazem parte dos 1% mais ricos. Isto é, os manifestantes de Occupy Wall Street que se apresentam como representantes dos 99% estão basicamente certos.

8 de Novembro

Ciclo de cinema das/sobre as Mulheres Palestinianas

Coimbra, Fila K Cineclube/Casa das Artes da Fundação Bissaya Barreto (Av. Sá da Bandeira, 83), 21h30.


Audição pública sobre Orçamento do Estado para a Educação e Ciência
Promovida pelo Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda. Com a deputada Ana Drago.

Lisboa, Auditório do Edifício Novo da Assembleia da República, 10h30.
9 de Novembro

Ciclo de cinema das/sobre as Mulheres Palestinianas

Lisboa, Centro de Cultura e Intervenção Feminista, 21h30m.
10 de Novembro

Debates à Esquerda – Olh’a Revolução!
E quem a há-de fazer? Que sujeito para a Revolução?, com Bruno Peixe e Andrea Peniche. Organização da Cooperativa Culturas do trabalho e Socialismo - CULTRA. Vercartaz.

Lisboa, Livraria Ler Devagar (Lx Factory, em Alcântara), 21h.


PARLAMENTO - Este não é o nosso ORÇAMENTO
Organização: Plataforma 15 de Outubro. Ver evento nofacebook.

Lisboa, Assembleia da República – São Bento, 15h.

info ESQUERDA.NET 07/11/2011


Greves nos transportes nesta terça feira 
 Os trabalhadores dos transportes realizam terça feira uma jornada de luta contra o roubo dos salários, contra os despedimentos e pela negociação das condições de trabalho. As acções de luta deverão levar à paralisação total do Metro de Lisboa até às 10h e à supressão total, ou quase, da circulação de comboios da CP.
Ler mais.

Dossier: O lado oculto da Apple 
 A morte de Steve Jobs desencadeou uma onda de panegíricos ao co-fundador da Apple, santificado como um visionário que mudou a vida das pessoas. Mas será que foi realmente isso? Quais foram as inovações de Jobs e quais os seus limites? Este dossier, coordenado por Luis Leiria,  procura mostrar o outro lado da empresa da maçã.





Haverá razões para a greve geral? 
 António Chora 
Apercebo-me que a estratégia de levar as pessoas a verem como uma inevitabilidade as medidas governamentais, está a confundi-las.

Bloco vai propor imposto sobre património de luxo, equivalente a cortes nos subsídios
 A reunião do G20 em Cannes vai contar com muitos protestos e uma contra-cimeira, para voltar a exigir dos políticos que a vida das pessoas venha primeiro que o interesse da finança. ", disse.










Noam Chomsky: Ocupemos o futuro
 Noam Chomsky 
O aspecto mais digno de entusiasmo do movimento Ocupar Wall Street é a construção de vínculos que estão a formar-se em toda a parte.


Oligarquia no estilo americano, por Paul Krugman 
 Paul Krugman 
Praticamente toda a redistribuição do rendimento tem ido para os americanos que fazem parte dos 1% mais ricos. Isto é, os manifestantes de Occupy Wall Street que se apresentam como representantes dos 99% estão basicamente certos.
8 de Novembro

Ciclo de cinema das/sobre as Mulheres Palestinianas
Coimbra, Fila K Cineclube/Casa das Artes da Fundação Bissaya Barreto (Av. Sá da Bandeira, 83), 21h30.


Audição pública sobre Orçamento do Estado para a Educação e Ciência
Promovida pelo Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda. Com a deputada Ana Drago.
Lisboa, Auditório do Edifício Novo da Assembleia da República, 10h30.
9 de Novembro

Ciclo de cinema das/sobre as Mulheres Palestinianas
Lisboa, Centro de Cultura e Intervenção Feminista, 21h30m.
10 de Novembro

Debates à Esquerda – Olh’a Revolução!
E quem a há-de fazer? Que sujeito para a Revolução?, com Bruno Peixe e Andrea Peniche. Organização da Cooperativa Culturas do trabalho e Socialismo - CULTRA. Vercartaz.
Lisboa, Livraria Ler Devagar (Lx Factory, em Alcântara), 21h.


PARLAMENTO - Este não é o nosso ORÇAMENTO
Organização: Plataforma 15 de Outubro. Ver evento nofacebook.
Lisboa, Assembleia da República – São Bento, 15h.

BE/Coimbra reúne com Administrador dos Serviços de Acção Social da UC


O Bloco de Esquerda Coimbra, reunirá, na próxima 2ª feira, dia 7 de Novembro, pelas 11:30, com o Senhor Administrador dos Serviços de Acção Social da Universidade de Coimbra, Dr. Jorge Gouveia Monteiro.

O motivo deste encontro prende-se com recentes notícias sobre o facto de mais de 10000 alunos, a nível nacional, poderem vir a perder a sua bolsa de estudo. Segundo notícia da edição do Diário de Noticias de 3 de Novembro "apesar de as aulas terem começado há mais de um mês, os alunos do ensino superior ainda não começaram a receber bolsas de acção social.A regulamentação para a atribuição das mesmas só foi publicada a 23 de Setembro e um período extraordinário de candidaturas, que terminou a 14 de Outubro, ditou o atraso na sua distribuição."

Estes atrasos têm gerado situações em que "Alunos trocam trabalho por comida e propinas", ascendendo a cerca de 600 no caso da Universidade de Coimbra. O Bloco de Esquerda manifesta-se preocupado com esta realidade e pretende com este encontro recolher mais informações sobre esta situação dramática que tem como consequência o abandono de cada vez mais alunos da frequência no ensino superior.


Com os melhores cumprimentos,
P´la Coordenadora Distrital
Fabian Figueiredo

domingo, 6 de novembro de 2011

BE vai propor imposto sobre património de luxo


BE vai propor imposto sobre património de luxo

O Bloco de Esquerda (BE) vai apresentar uma proposta para aplicar um imposto sobre o património de luxo que equivale aos subsídios retirados à função pública, disse neste sábado o dirigente Francisco Louçã. 
Segundo Louçã, que falava no encerramento da conferência 'O Euro e a crise da dívida', no Porto, é possível demonstrar que "um imposto sobre o património de luxo, que não paga qualquer contribuição em Portugal, é por si só suficiente para cobrir tudo aquilo que querem tirar do bolso dos reformados que descontaram para a sua reforma e dos trabalhadores".  
O dirigente bloquista afirmou que "todos aqueles que não pagaram os seus impostos têm uma dívida para com a pobreza em Portugal", referindo-se à banca portuguesa, que "não pagou impostos que devia e que estavam na lei da ordem dos três mil milhões de euros", bem como aos custos fiscais decorrentes do 'offshore' da Madeira, no valor de 14 mil milhões, e aos dividendos distribuídos por empresas como EDP, PT e Galp, de 12 mil milhões de euros.  
"Em benefícios, em impostos não pagos e em dividendos que receberam pelo que não era seu, devem-nos 30 mil milhões de euros", declarou Louçã, para quem é nesses valores "que tem que se ir buscar o que falta".  
Segundo o dirigente do BE, medidas como a redução de professores de Tecnologias da Informação e Comunicação ou a limitação dos horários dos transportes nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto são "uma exploração sem limites" que merece uma resposta.  
"Nós não trataremos a crise com paninhos quentes. Nós olhamos para a crise, para os seus responsáveis e nem sequer os trataremos como incompetentes. Tratá-los-emos como culpados", disse o também professor universitário.  
Em Setembro, PCP e BE apresentaram, no Parlamento, um conjunto de projectos de lei sobre matéria fiscal que tinham como objectivo trazer "mais justiça" ao sistema fiscal e permitir ao Estado arrecadar impostos "sem sobrecarregar quem menos tem".  

Hugo Dias