terça-feira, 19 de julho de 2011

Rede de Esgotos de Vila Seca e Bruscos

Ao longo do último ano os deputados do BE na Assembleia Municipal têm tido uma intervenção contínua de sensibilização em relação aos mais diversos problemas de interesse local destacando-se aí as questões relativas à rede de saneamento de Vila Seca e Bruscos e as deficiências que se observam no encaminhamento das águas pluviais.
Na última Assembleia Municipal realizada no dia 27 de Junho o BE fez uma declaração de imputabilidade de responsabilidade à Câmara Municipal pela destruição dos caminhos rurais adjacentes à ribeira de Bruscos devido à má orientação dos trabalhos referentes à instalação da rede de esgotos.
Não demonstrou o executivo municipal qualquer interesse na definição de um princípio de compromisso para efectuar as alterações necessárias para restabelecer o normal percurso das águas pluviais através dos diversos canais em direcção à ribeira de Bruscos.
Esta atitude do Município manifesta uma enorme negligência em relação à obra e também um desrespeito para com os proprietários dos terrenos envolventes.
É notório que o executivo camarário apenas tem interesse em branquear os maus serviços prestados pelos técnicos da Câmara Municipal e o mau serviço do empreiteiro que executou a obra. Uma vez mais a promiscuidade funcionou com vantagem para o EMPREITEIRO e prejuízo para os cidadãos e os cofres do Estado.
Outro grave problema refere-se à desigualdade manifestada por parte da câmara municipal, pois assistimos a uma prestação de trabalho gratuito por parte desta entidade durante mais de dois anos na limpeza da fossa céptica do lar Doce Viver, enquanto os municípios que enfrentam as dificuldades do dia-a-dia têm que pagar esse serviço.
Surpreendentemente, no dia 16 de Julho, a ETAR de Bruscos estava em funcionamento sendo o controlo da mesma feita por um colaborador do centro de dia Doce Viver. Este facto evidencia a realidade da política do executivo camarário, isto é, dar lucro às entidades privadas com os dinheiros do erário público e prejuízo dos municípios.
Como se torna claro, o centro dia Doce Viver a ligação feita à ETAR, faz a sua administração e uso, enquanto a restante população de Vila Seca e Bruscos continua sem puder usufruir desta mais valia social. Porquê? É simples, o executivo camarário não respeita os habitantes destes lugares.
O BE exige que o executivo camarário dê uma explicação sobre esta situação e apresente um relatório dos custos que a autarquia assumiu com a limpeza da fossa do centro Doce Viver.
Exige também a informação sobre as taxas a pagar para ligação de esgotos à rede e a imediata autorização para as referidas ligações.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Newsletter Nº10/2011 do Bloco de Esquerda/Coimbra

BLOCO DE ESQUERDA
ASSEMBLEIA DISTRITAL DE COIMBRA
CONVOCATÓRIA

No cumprimento do estipulado no Artigo 12º dos Estatutos do Bloco de Esquerda, vimos por este meio convocar para a Sede Distrital, sita na Rua Ferreira Borges, 103, 3º, uma Assembleia Distrital, para o próximo dia 14 de Julho de 2011, Quinta-feira, pelas 21:30 horas.

A Proposta de Ordem de Trabalhos é a seguinte:
1- Continuação da análise da situação política actual e perspectivas de intervenção

O Presidente da Mesa da Assembleia Distrital,
Ernesto Costa


serafim_duarte.gifSerafim Duarte, Deputado na Assembleia Municipal de Coimbra
1. As críticas às agências de rating por parte da direita no poder são hipócritas, inconsequentes e deslocadas. Ainda há bem pouco tempo desqualificavam os críticos das agências de rating, argumentando que elas só faziam o que lhes competia e que o governo (de Sócrates) é que não estava a fazer o que devia. Moral da história: as “opiniões” das agências de rating são boas quando servem a estratégia dos partidos da direita neoliberal na oposição. São inaceitáveis, incompreensíveis e injustificadas, quando fazem exactamente o mesmo que sempre fizeram, mas desta vez aos que, no poder, se dizem ideologicamente seus seguidores … são muito mázinhas! Ler mais... 




 pureza.jpgJosé Manuel Pureza
Toda a indignação é legítima. Não pela frivolidade e pela leviandade interessada irresponsável das agências de rating, mas contra as opções de política de empobrecimento que lhes serve de pasto.
E, de repente, ficaram todos indignados. E, de repente, todos viraram críticos de sempre das agências de rating. Foi como se o fervor de união nacional “a la Scolari” tivesse regressado, desta vez sob a forma de resposta unida contra a ofensa ao brio patriótico perpetrada pela Moodys. Ler mais...




marisa_matias2.jpgMarisa Matias, Eurodeputada do BE
No dia 30 de Março de 2010, um jornal publicava a notícia: "o Grande Colisor de Hádrons (LHC) bateu um novo record nesta terça-feira. O acelerador de partículas conseguiu produzir a colisão de dois feixes de prótons a 7 tera-elétron volts, criando uma explosão que os cientistas chamam de um 'Big Bang em miniatura'. O feito emocionou a equipa do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern), que aplaudiu de pé o resultado da experiência assistida por investigadores do mundo todo via um link remoto". Falava-se de Física, é certo. Mas a vida temdestas coisas e bastaria substituir algumas palavras para estarmos a falar de Economia. Ler mais... 



Como é do conhecimento público, foi esta terça-feira levada a reunião de Câmara uma proposta de regulamentação municipal sobre animais de companhia. O projecto, cuja votação foi adiada para a próxima reunião, a decorrer no dia 27 de Julho, opta por uma perspectiva claramente punitiva e restritiva que tem, aliás, merecido amplo repúdio por parte dos cidadãos. Entre outras disposições polémicas, o regulamento proíbe a «circulação de animais de companhia, ou outros, em parques infantis, equipamentos desportivos a céu aberto e outros espaços verdes e de utilização colectiva  utilizados regularmente por crianças e adultos» (artigo 25).Ler mais...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Documento aprovado por unanimidade na Coordenadora Nacional de Jovens Estudantes do BE

Unidade no Movimento Estudantil.


A abertura de um novo ciclo político, com um governo de Direita apoiado pelo PS, abre também uma nova conjuntura de resistências aos ataques austeritários, que serão acentuados. Depois de, desde 2005, o Governo PS ter cortado brutalmente o financiamento no Ensino Superior, agora sobe Nuno Crato à pasta unificada de Educação e Ensino Superior com um programa vago, mas que dá apesar de tudo, algumas luzes sobre a sua lógica, que é austeritária e autoritária.

Prevêem-se alterações ao modelo de financiamento do Ensino Superior, uma investida sem precedentes das empresas para dentro das Universidades, controlando cada vez mais os programas, os cursos, a vida da escola. Chega até a afirmar que as Universidades e Politécnicos irão participar em fundos de capital de risco, para “criar empresas” ligadas à investigação científica. Apesar de serem linhas vagas, são obviamente um ataque à Universidade Pública já debilitada pelo Partido Socialista nos últimos anos.

No Ensino Secundário, prevê-se uma ofensiva conservadora e autoritária, com um rejeitar duma pedagogia que supostamente existe, ignorando a realidade actual do ensino que é, apesar da retórica, centrada no professor e não no aluno. O incremento dos momentos de avaliação é prova disso, sendo para já a única proposta concreta apresentada no debate do Programa de Governo.

A resposta do Bloco de Esquerda, nessa conjuntura de hegemonia esmagadora da Direita, tem de ser mais sólida e mais unitária do que nunca. A construção de um pólo de rejeição das medidas do Memorando da “Troika” e dos partidos que o representam é a chave para a mobilização social e política à transferência brutal de valor do Trabalho para o Capital. O Bloco de Esquerda tem o dever de ser uma alavanca dos movimentos sociais, catalisador da resistência.

Na Educação, os activistas do Bloco de Esquerda têm de ser o motor da mobilização estudantil, organizando a resposta ao ataque previsto, começando pela manifestação nacional proposta em Assembleia Magna da AAC de 26 de Maio por um activista do Bloco. Essa mobilização, que tem de ser feita com reivindicações concretas e mobilizadoras em defesa da Universidade Pública.

Assim, os activistas do Bloco devem, nos espaços próprios, propor a organização de listas para órgãos em defesa da Universidade Pública, unindo não só todos os militantes do Bloco, os colectivos unitários em que participam, mas também toda a esquerda política disponível para o efeito, tentando ultrapassar eventuais divergências. O sectarismo e a divisão entre militantes do Bloco é o primeiro passo para a derrota da luta contra o capitalismo, incluindo nos seus ataques à Educação.

No entanto, um dos nossos desafios essenciais prende-se com a mobilização da gigantesca massa de estudantes desmobilizados e despolitizados. Só furando o conformismo, rejeitando o sectarismo e unindo todos os estudantes é que conseguiremos construir um movimento de resistência estudantil que se una com o movimento nacional e internacional de rejeição da austeridade.

Pela Coordenadora Nacional de Jovens Estudantes do Bloco de Esquerda

Rodrigo Rivera

Volkswagen e Greenpeace

Depois das novas normas ambientais a Volkswagen foi a única companhia de carros que disse que não queria baixar os niveis de emissão de CO2. 

A greenpeace decidiu gozar com a publicidade deles, associando-os com o darth vader e dizer que eles são o dark side.

Assim, criaram um site onde nos inscrevemos e conforme tivermos mais visuaizações vamos evoluindo. Cada vez que chegamos ao Jedi (são necessárias algumas visualizações), eles enviam um e-mail de reclamação em nosso nome à Volkswagen. Já há quase 160 mil jedis, portanto eles já devem tar com as orelhas a arder...

Confuso? Vejam este site e os vídeos!
 

Eliana Tavares

Gregos, Argentinos e o Default

 A baixo segue uma notícia sobre a forma como os gregos idolatram os argentinos por estes não terem pago (pelo menos em parte) a dívida externa,



“Nos ven como héroes por haber declarado el default”

La crisis económica en Grecia convirtió a los argentinos que viven allí en referentes indiscutidos. “ Nos tienen como héroes porque declaramos el default . Mirá cómo será que cuando van a la plaza a protestar llevan banderas argentinas. Odian a los alemanes y a los franceses, pero nos aman a nosotros”, cuenta a Clarín María Mercedes Ortega, una kinesióloga de 58 años que se instaló hace 19 en Atenas.
Si bien no hay un número oficial de compatriotas en territorio griego, la asociación Argentinos en Grecia, que preside Ortega, calcula que son cerca de 400. María Mercedes participó de algunas marchas y pudo sentir el pulso del reclamo popular ante el duro ajuste que decidió aplicar el gobierno socialista: “ La gente está desesperada, está como loca. Aumentaron mucho los precios y la desocupación . Los más afectados son los jóvenes que no tienen esperanzas. Por eso muchos aprenden uno o dos idiomas y se van a otro país europeo a trabajar”, cuenta.
“El sueño de ellos es no pagar la deuda, como hicimos nosotros. Les gustaría ver si pueden irse al default”, señala María Mercedes. Y relata divertida que “ juegan a ver quién de los gobernantes se va primero en helicóptero , como ocurrió en Argentina”.
Marcela Rivas Rey, psicóloga y con dos nenes pequeños, vive en Atenas desde hace un año y medio porque la empresa donde trabaja su marido lo transfirió a esa ciudad. “ Lo primero que hacen es relacionar Argentina con Messi y después con el default. Nos convertimos en referentes” , dice.
“Aquí la gente está muy enojada con los políticos, los consideran corruptos. Ahora con esto están muy preocupados. Hay mucha gente que trabaja para el Estado y ya les quitaron varios beneficios. También hubo muchos despidos. En realidad la gran mayoría de la población tiene buen nivel económico, con varias propiedades y autos, y esta situación los impactó, no saben qué hacer”, agrega.
Otra argentina en Grecia, que se fue hace 25 años, es María Inés Carpi, ingeniera agrónoma. Explica que sus dos hijos se vinieron a estudiar a la Argentina porque allá no había salida laboral para las carreras que eligieron. Coincide en que el default argentino es un referente en el imaginario popular, aunque en algunos casos lo ven como una como amenaza de lo que les podría pasar. “Desde el gobierno asustaban a la gente diciendo que si no se firmaba el acuerdo íbamos a terminar perdiendo todo, iban a salir los tanques a la calle como en la Argentina del 2001 ”. Explica que los griegos están muy shockeados porque “es la primera vez que ocurre algo así. En los últimos 20 años vivieron muy bien y no se imaginaban que podía llegar a pasar esto. Están muy desilusionados y muy enojados con los políticos. Les recrimina que no supieron negociar con el FMI y la Unión Europea”.
Por lo visto, a los argentinísimos Messi, Maradona y Che Guevara, habrá que sumarle “default”.

Manuel Afonso