segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Newsletter Nº3/2011 do Bloco de Esquerda/Coimbra


Debate - Eles roubam, tu pagas, nós censuramos
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  José Manuel Pureza estará, na quinta-feira, dia 24 de Fevereiro, às 21.30h, no Café Santa Cruz, em Coimbra, para um debate sobre as medidas de austeridade, a crise, o porquê da moção de censura do BE e as alternativas políticas que o Bloco Esquerda propõe.
Convidamos todos e todas a estarem presentes. Ler mais...

Censura
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 José Manuel Pureza, Deputado eleito pelo Distrito de Coimbra
A política quer-se clara. E o momento que o país vive exige-o em dobro. O apodrecimento da situação do país desafia todas as forças políticas a mostrar sem tacticismos os seus propósitos. Para a vida concreta das pessoas, a crise é isto: o afundamento da economia, o ataque nunca visto contra o salário, a desconsideração dos pobres e desempregados, a hipoteca de uma geração condenada a estudar para a escravidão.  Ler mais...

 Sobre o Acórdão do Caso Jardins do Mondego
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 O Bloco de Esquerda denunciou repetidamente a ilegalidade que hoje se confirma. Pelo menos, dois lotes do empreendimento Jardins do Mondego violam o Plano Director Municipal (PDM). Já o Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra tinha considerado os lotes 1 e 18 ilegais por estarem construídos em zona verde de uso público, violando assim o PDM. Vem agora o Tribunal Central Administrativo do Norte confirmar estas violações, abrindo ainda a possibilidade do todo o conjunto de prédios ser considerado ilegal.  Ler mais...

 Alunos com propinas em atraso na ESEC em risco de verem anuladas as suas matriculas
O Bloco de Esquerda tomou conhecimento duma situação que consideramos inaceitável na Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC).
Os alunos da ESEC estão a ser informados, via plataforma online e via avisos colocados nas paredes da instituição pelo Serviço de Gestão Académica do seguinte: todos os alunos que tenham o pagamento das propinas em atraso, ou seja, que se encontrem em situação de dívida para com a instituição, têm desde Janeiro de 2011 o acesso às respectivas avaliações bloqueado pela própria ESEC. O Bloco de Esquerda não compreende que a instituição em causa proceda a penalizações desta natureza por ter alunos que têm o pagamento das propinas em atraso. Os alunos têm direito a toda a informação que lhes diga respeito, nomeadamente, no que se refere às suas avaliações. Ler mais...

 BE/Coimbra sobre o Metro Mondego: "problema longe de estar resolvido"
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O secretário de Estado dos Transportes, Carlos Correia da Fonseca, em reunião tida hoje (4 de Fevereiro) com os autarcas de Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo, anunciaram a recalendarização das obras no troço ferroviário entre Serpins (Lousã) e Portagem (Coimbra), cuja data prevista de conclusão passa a ser a de 2014.
Este recuo por parte do Governo não deve ser menorizado. Ao contrário do que os responsáveis governamentais possam afirmar, a suspensão sine die das obras no ramal da Lousã, a intenção de extinguir a Sociedade Metro Mondego e a transferência de competências para a REFER correspondia a uma orientação clara no sentido de inviabilizar a conclusão do Sistema de Mobilidade do Mondego.  Ler mais....

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

info ESQUERDA.NET 17/02/2011



"Moção de censura é condenação da política do Governo" 
Em entrevista, transmitida em directo pelo esquerda.net, João Semedo afirmou que o Bloco apresentou moção de censura para condenar a política de terrível austeridade, que agrava todas as desigualdades sociais existentes em Portugal.
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CGTP convoca manifestação para 19 de Março    
A manifestação nacional é contra o desemprego e pela mudança de políticas em Portugal. Carvalho da Silva afirma que o número real de desempregados deve estar próximo dos 770 mil. Central divulga também acções sectoriais.
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PE aprova directiva-quadro proposta pelo Bloco  
"Os medicamentos falsificados são assassinos silenciosos", defendeu a eurodeputada Marisa Matias no plenário do Parlamento Europeu, ao apresentar a directiva-quadro que foi aprovada por larga maioria.Ver vídeo. 
Mubarak se foi, a indignação sindical permanece     
A maioria das greves tem três objectivos: pôr fim à corrupção nas altas esferas de algumas empresas, aumentar o salário mínimo para pelo menos 255 dólares e realizar eleições sindicais livres. Por Emad Mekay, da IPS.
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Bloco aponta “fracasso da política do governo no combate ao desemprego"
Segundo o INE, a população desempregada no 3.º trimestre de 2010 era de 619 mil indivíduos, mais 9,9% do que no mesmo trimestre de 2009 e mais 1,6% do que no trimestre anterior. Bloco alerta para agravamento da situação tendo em conta o actual período de recessão.
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Os cantos da Casa: Centésima edição

Para comemorar a sua centésima edição, Os Cantos da Casa apresenta uma edição especial de duas horas dedicada à infância e à música portuguesa: “No reino das fadas e dos bichos”.
Ouvir.  

Uma moção clarificadora 
Catarina Oliveira A moção de censura ao Governo anunciada pelo Bloco incomodou muita gente e está a levar a que se clarifiquem posições, que se separem as águas.
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Agenda 





18 de Fevereiro

A Crise em Portugal e a rendição ao FMI
Com Francisco Louçã.
Setúbal, Biblioteca Municipal,21h30. Ver cartaz.
Os deputados do Bloco prestam contas :: Precários e falsos recibos verdes
Com a deputada Mariana Aiveca.
Leiria, Ateneu Desportivo, 21h. Ver cartaz.
19 de Fevereiro

Encontro de Trabalhadores da Administração Pública
Protesto contra os cortes nos salários, desemprego, precariedade e ataque aos serviços públicos.
Lisboa, Praça da Figueira, 14h30.
Segurança Social: direitos e contribuições
Debate/esclarecimento organizado pelos Precários Inflexíveis, Ferve e Intermitentes do Espectáculo e do Audiovisual.
Coimbra, Associação Arte à Parte,15h. Mais informações. Vercartaz.
Dos Motins às Revoluções e vice-versa
Mesa-redonda com Miguel Cardoso, Pedro Rita, José Soeiro, Manuel Loff, Paulo Granjo e Ricardo Noronha. Org.: UNIPOP e revista imprópria.
LisboaCasa da Achada15h. Vercartaz.
21 de Fevereiro

Ciclo CINEMA E PINTURA
L'Hypothèse du Tableau Volé,Raoul Ruiz (1979, 66 m)
LisboaCasa da Achada, 21h30.


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

info ESQUERDA.NET 14/02/2011


"Lamentável é o Governo que quer desemprego mais barato"  
Francisco Louçã respondeu a Sócrates e afirmou: “Lamentável é o desemprego e um Governo que quer que o desemprego seja mais barato, mais fácil, quer empurrar os trabalhadores mais velhos para o desespero”.
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Revolução no Egipto    
Ao fim de 18 dias de mobilização, de combates de rua e de centenas de mortes, a revolução egípcia teve a sua primeira grande vitória com a queda de Mubarak. Este levante sem precedentes na história do Egipto seguiu-se à vitória na Tunísia e muito provavelmente dará o sinal para a queda de outras ditaduras no mundo árabe.
"Esta política conduz à morte lenta do serviço público ferroviário"  
Numa altura em que o governo fecha linhas ferroviárias no interior do país e anuncia a privatização das linhas suburbanas, o deputado Heitor de Sousa explica como esta política conduzirá ao fim deste serviço público. .Ver vídeo. 
Polémica sobre a moção de censura: acerto no tema e na oportunidade     Miguel Portas 
Esta é uma moção táctica de alcance estratégico. Recusa inevitáveis. Se aprovada, trará eleições num tempo que não é o preferido pela direita e onde o socratismo terá reduzida margem para chantagear com o voto útil. Se chumbada, acentua o compromisso do PSD com a decadência do governo.
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Ai meu deus que vem aí a direita   Francisco Louçã 
Uma das respostas mais reveladoras à moção de censura do Bloco de Esquerda foi o rápido alinhamento dos comentadores conservadores e de direita em defesa do governo..
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Fórum Social Mundial convoca duas jornadas de dimensão planetária 
Participantes do Fórum Social Mundial de 2011 realizado em Dacar propõem dois dias de mobilização mundial, o primeiro, em solidariedade com as movimentos do mundo árabe acontecerá em Março e o segundo, uma jornada contra o capitalismo, terá lugar em Outubro.
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AGENDA
14 de Fevereiro

Concentração/protesto pela defesa dos Comboios

Beja, Largo da Estação da CP,17h30. Mais informações.
Ciclo CINEMA E PINTURA
GOYACarlos Saura (1999, 107m).
LisboaCasa da Achada21h30.
16 de Fevereiro
Lançamento do livro Feminismo e Marxismo - entre casamentos e divórcios
Apresentação por Alice Brito eSofia Roque.
Setúbal, MamaRosa Bar (Travessa dos Galeões, 5),18h30. Ver convite.
18 de Fevereiro
Os deputados do Bloco prestam contas :: Precários e falsos recibos verdes
Com a deputada Mariana Aiveca.
Leiria, Ateneu Desportivo, 21h. Ver cartaz.
A Crise em Portugal e a rendição ao FMI
Com Francisco Louçã.
Setúbal, Biblioteca Municipal,21h30. Ver cartaz.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Artigo publicado no DC em 10/2/2011


Bruscos – Vila Seca

            Creio ter começado abertamente a “caça” aos Sindicalistas.
            Depois das várias contestações sociais, sempre provocadas por politicas injustas próprias dum economicíssimo desvairado, veio uma entrada quase forçada no Ministério das Finanças consequência dum excesso de zelo provocado pelo medo e pela insegurança de alguns  políticos incorporados também por alguns agentes da autoridade.
            Após estes casos estavam criadas as condições para considerar estes Senhores, Dirigentes Sindicais como agitadores sociais e desrespeitadores da ordem pública.
            Falta agora calar as estruturas Democráticas, Livres e Isentas que estão por detrás destes Senhores que são os Sindicatos.
           O nosso (des)governo aquando das profundas e negativas mexidas nas Leis do Trabalho transcritas agora  para o Código do Trabalho, teve alguma veleidade em alterar também as leis Sindicais , mas por pressão de alguns sectores determinantes da Sociedade, tanto Nacional como Internacional, apenas consumou os seus intentos, nesta área, duma forma algo superficial.
            Para aprovação de alguma legislação Laboral contou com a necessária aprovação dos ditos parceiros sociais crónicos.
            Continuando a dissertar sobre este assunto que se prende com o indispensável e nobre trabalho desenvolvido pelos Sindicatos, quero abordar os últimos acontecimentos que estiveram em evidência em todos os jornais e telejornais até no estrangeiro e também como seria de esperar, tema abordado por Deputados e candidatos a Presidente da Republica.
            Lamento em primeiro lugar que o medo e a prepotência instalada na nossa Sociedade seja capaz de, por várias formas, tentar silenciar as manifestações de indignação que Democrática e ordeiramente expressam o desagrado e o desconforto Social provocado pelas injustiças cometidas sempre contra os mesmos.
            Por este mesmo motivo põe-se em causa a liberdade de alguém se manifestar bem como a própria Democracia.
            Alguns, menos esclarecidos podem ainda dizer que os Sindicalistas provocaram o desencadear de situações menos boas.
            Um dos seus objectivos, talvez o primeiro, é trazer constantemente á consciência Social as injustiças de que a mesma é vitima.
             É necessário por vezes, agitar a Sociedade que devido a conversas bastante polémicas, tende a adormecer, pelas más politicas.
            Estou certo igualmente que muitos daqueles que alvitram as suas teses sobre o que aconteceu, no passado dia 19, não estavam lá e por isso não assistiram a nada. Apenas julgam á revelia, baseados naquilo que lhes vendem e nas imagens que lhes querem mostrar.
             Logo à partida um número injustificado presenças policiais estáticas provoca nos Cidadãos uma tensão que as chefias, ali presentes, como indivíduos que julgo mais esclarecidos, deviam atempadamente saber controlar.
            Não vi nem se viu ninguém sentado na estrada ou atirar-se ao chão num acto de desobediência, nem tão pouco a bater ou a ameaçar algum polícia. Se alguém estava no chão foi devido á força excessiva da polícia e finalmente se alguém levantou algum braço, foi numa atitude de defesa, provocado isso sim, por algum desnecessário empurrão policial.
            Se algum agente de autoridade, ali estava, de má vontade e por obrigação, os Sindicalistas estavam ali de livre vontade para protestarem contra algumas medidas governamentais impostas aos, trabalhadores, onde normalmente estavam incluídas as forças de segurança.  
            Penso ser natural, que um qualquer Cidadão se tente defender de alguma agressão. A nossa lei até prevê este tipo de atitude embora a mesma lei, tal como outras se possa dar a interpretações tendenciosas quando alguém questiona o princípio da proporcionalidade na legítima defesa.
            Quando se diz que as pessoas foram avisadas devem ser usados critérios rígidos e comuns a todos. Assim não como ali, as mesmas pessoas a quem era interdita a passagem dum lado iam passando pelo outro lado da rua.
            Devo finalizar, dizendo que todas as situações de incongruência e de pressão decorreram na frente dos agentes de autoridade, onde estavam os tais graduados, que nada fizeram no sentido de acalmar alguns senhores menos calmos participantes ou não no plenário.
            A gota d’água veio quando, mais uma vez duma forma intimidativa á moda doutros tempos, os agentes deram os braços fazendo cordão policial, que pretendia estancar os Sindicalistas.
             Além de informar estes senhores de que os Sindicalistas não são nenhuns criminosos e as manifestações são actividades próprias e legítimas da Democracia.
            Questiono ainda aqueles mandantes, que apenas aparecem no fim dos acontecimentos para darem as suas dicas politicamente correctas aos canais informativos, mas que na realidade não viram nada porque nem sequer lá estavam.
            Quero perguntar também se as algemas que puseram a um Sindicalista eram da mesma qualidade das que usam nos criminosos que deixam fugir?

Jorge Manuel Fonseca Moreira 

Concentração de Solidariedade com o povo egípcio - ESTE SÁBADO - 15H PRAÇA 8 DE MAIO - 12 FEV


Concentração de Solidariedade com o povo egípcio

A 25 de Janeiro eclodiu no Egipto uma revolta popular de contestação à situação do país e ao seu Presidente de longa data, Hosni Mubarak, considerado globalmente como um ditador. Esta revolta segue-se a uma revolução na Tunísia, apelidada pelos próprios como a Revolução do Jasmim. Este movimento no Norte de África que está a mostrar a tendência em se expandir coincide com governações consideradas ditatoriais em que a falta de liberdade de expressão política e de imprensa é óbvia e criticada internacionalmente.

Consideramos que a liberdade de expressão é essencial em qualquer democracia, facto que não se verifica noEgipto. Temos assistido ao longo dos últimos dias de protestos, além de uma violenta repressão policial que já causou cerca de duas centenas de mortos, ao corte de internet, corte de comunicações móveis e intimidação da imprensa internacional. Apesar disso, tornaram-se públicas as manifestações do povo egípcio e a sua demanda de liberdade.

Por considerarmos a causa do povo egípcio e a esperança de um país livre um facto que deve apelar à solidariedade de todas as pessoas internacionalmente, convocamos uma concentração na Praça 8 de Maio, Sábado dia 12 de Fevereiro às 15h.

Pretendemos que Coimbra também tome parte deste alargado processo de solidarização que tem surgido em todas as cidades mundiais. Para que o povo egípcio não seja mais privado das seus direitos, liberdades e garantias.

Francisco Norega (Porta Voz)

contacto: 91 383 99 51