sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Texto de Guerra Junqueiro, do ano de 1896, e tão actual

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio,
fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora,
aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias,
sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice,
pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas;
um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde
está, nem para onde vai;
um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom,
e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que
um lampejo misterioso da alma nacional,
reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula,
não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha,
sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima,
descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas,
capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação,
da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam,
entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente
inverosímeis no Limoeiro.

Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo;
este criado de quarto do moderador; e este, finalmente,
tornado absoluto pela abdicação unânime do País.

A justiça ao arbítrio da Política,
torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.

Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções,
incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido,
análogos nas palavras, idênticos nos actos,
iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero,
e não se malgando e fundindo, apesar disso,
pela razão que alguém deu no parlamento,
de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."

Guerra Junqueiro, 1896.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Almoço com Franscisco Louçã

A Coordenadora Distrital do Bloco vai organizar, no dia 27 de Novembro (sábado), um almoço, que contará com a presença de Francisco Louçã. Esta iniciativa terá lugar no Hotel Bragança, em Coimbra, a partir das 12:45h.
 
Da ementa constará: entradas, sopa camponesa, (*) pescada com molho de marisco ou panados com arroz de feijão, semi-frio de frutos e bebidas (vinho, sumo ou água e café). Custo: 5€ para jovens e 10€ para outr@s.
 
As inscrições deverão ser feitas, até ao dia 25/11, (*) indicando o prato preferido, para 964167025 ou bloco.coimbra@bloco.org. PARTICIPA! Traz amig@s também...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

rede de saneamento de Alcouce, Bruscos e Vila-Seca

Como diz o povo cadelas apressadas parem os cães cegos e deformados. É esta a melhor forma de definir o caos em que se transformou a obra de saneamento que dá título a este texto.
Em Agosto de 2008 com toda a cagança a que já nos habituou o presidente da autarquia "CAMARA MUNICIPAL" anunciou o inicio das obras, em Setembro de 2009 ( em véspera de eleições autárquicas)mantinha a propaganda partidária com fotos das obras no caderno propagandista da autarquia, em meados de Outubro terminou o objectivo do presidente de dar melhor qualidade de vida aos lugares de Alcouce, Bruscos e Vila-Seca.
Visto assim, tudo isto é linear, no entanto não o é quando estamos atentos e observamos o autentico regabofe em que se tornaram estas empreitadas.
Mais de um ano após o términus dos trabalhos ( partindo do pressuposto de que o levantamento de estaleiro, retirada de maquinarias e operários significam obra pronta ou abandono da obra) continuamos a ver remendos por todo o lado, resíduos das obras em baldios que são públicos e descargas de águas pluviais nos caminhos rurais.
Ninguém entende a ignorância e incapacidade técnica do responsável pelo projecto de obras. Quando uma aldeia como Bruscos cuja implantação é em terreno acidentado onde resulta uma grande quantidade de agua quando chove e não tem qualquer rede de aguas pluviais estamos conversados quanto à capacidade técnica do responsável do projecto. Mas há mais, existem nas áreas adjacentes à ribeira de Bruscos centenas de metros de pequenos canais ou  regueiras cuja utilidade é o regadio das hortas e a descarga de águas  pluviais na ribeira de Bruscos, no entanto estes canais foram ignorados no projecto das obras o que provoca hoje o alagamento dos terrenos contínuos aos canais prejudicando os proprietários e a junta de freguesia que vai ter que proceder aos arranjos dos caminhos após cada inverno.
Hoje o caminho do Freixo à Ponte de Pau começa a estar intransitável devido à negligencia que o executivo camarário tem em relação à freguesia de Vila-Seca, toda a promiscuidade que existe na relação com o empreiteiro está bem patente nos trabalhos feitos após o levantamento dos estaleiros de obra.
É assim que são gastos os dinheiros públicos, não com o objectivo de criar melhores condições às populações, mas, com o objectivo de favorecer empreiteiros com qualquer tipo de obra que lhes assegure dinheiros públicos.
E este o estado do nosso concelho, a promiscuidade entre o executivo camarário e os empreiteiros só tem contribuído para espoliar a população desta freguesia que vê o seu nome associado a benfeitoria que só serviu quem fez as obras.
JORGE MATEUS
BLOCO DE VILA-SECA 

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

4 eventos da JF Anobra

Assembleia Municipal de Condeixa-a-Nova chumba proposta de redução das Taxas de IMI, apresentada pela Junta de Freguesia de Anobra.

A Assembleia Municipal de Condeixa-a-Nova chumbou a proposta de redução das Taxas de  IMI com votos contra da bancada do PS e votos a favor das bancadas do BE, CDU e PSD, apresentada pela Junta de Freguesia de Anobra, na Assembleia Municipal do dia 27 de Setembro de 2010, cuja, foi aprovada por unanimidade pelos Grupos Políticos do BE e PS, na Assembleia de Freguesia do passado dia 24 de Setembro de 2010, que foi a seguinte:

"Desde a reforma da tributação do património em 2003 (Decreto-Lei 287/2003 de 12/11), que as taxas do IMI do Município de Condeixa-a-Nova se cifraram nas taxas máximas, 0,8% para os prédios Urbanos não avaliados ao abrigo do CIMI e 0,5% para os prédios Urbanos já avaliados ao abrigo do CIMI, de 2003 a 2006, e 0,7% para os prédios Urbanos não avaliados ao abrigo do CIMI e 0,4% para os prédios Urbanos já avaliados ao abrigo do CIMI, entre 2008 e 2010, tendo sofrido uma baixa de 0,1% para o ano 2007 por decisão do Município, segundo o Sr. Presidente da Câmara para “contribuir para a desejada estabilidade financeira das economias familiares”.
Com a entrada em vigor da Lei 64/2008 de 5 de Dezembro aprovada em 17/10/2008 e promulgada em 10/11/2008 das "medidas fiscais anti-cíclicas", os munícipes de Condeixa-a-Nova pagaram relativamente ao IMI de 2008 mais uma vez sobre as taxas máximas que por imposição legal se cifraram em 0,7% para os prédios Urbanos não avaliados ao abrigo do CIMI e 0,4% para os prédios Urbanos já avaliados ao abrigo do CIMI, precisamente as taxas aprovadas e aplicadas para o ano de 2007 pelo Município de Condeixa-a-Nova.
No entanto, o executivo não baixou mais, até hoje, as taxas que poderiam ir até aos 0,4% para os prédios Urbanos não avaliados ao abrigo do CIMI e 0,2% para os prédios Urbanos já avaliados ao abrigo do CIMI.
A Junta de Freguesia de Anobra, propõe a votação na Assembleia Municipal que as taxas de IMI para o ano de 2011 baixem somente 0,1%, e passem a ser de 0,6% para os prédios Urbanos não avaliados ao abrigo do CIMI e 0,3% para os prédios Urbanos já avaliados ao abrigo do CIMI, por entender que os cortes em relação ao Município de Condeixa originados pelo PEC, não permitam baixar mais as taxas de IMI. No entanto, tal baixa das taxas vai possibilitar “contribuir para a desejada estabilidade financeira das economias familiares”, que hoje, mais do que no ano de 2007, se encontram numa situação muito difícil, para além de também poder servir de estímulo na compra de habitação própria e permanente no concelho."

 
Saiba mais sobre a Freguesia de Anobra, 365 dias por ano em:
 
 
Gustavo Pancas